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Poster Boy

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  Diversidade é vendida por Hollywoke hoje como artigo de vanguarda, mas, assim como protagonismo feminino no cinema, é outra daquelas modernidades da época dos faraós. Na equipe do filme Predador (1987), por exemplo, temos dois personagens afro-americanos (Mac & Dillon), um latino (Poncho), e um índio Sioux (Billy). Os dois únicos white Americans do elenco principal são Blain, clássico redneck sulista, e Hawkins, o estereótipo do norte-americano do norte. A dupla encapsula a divisão histórica e político-ideológica mais relevante e representativa do povo americano. A cereja do bolo nessa festa da representatividade diversocrática é o poster boy do American dream Arnold Schwarzenegger, que faz o papel de Dutch, um mercenário holandês. O sonho americano - esse entulho démodé e old-fashion - encerra, em sua essência, a diversidade como um de seus valores fundamentais, já que vende a ideia de que não importa de onde você vem ou quem você é. Se você puxar ferro o suficiente, há para voc

Marvis, Captain Marvis

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  Tenho recebido complaints de alguns followers, que ficam triggered porque eu uso muitas palavras em inglês. Sei que excesso de estrangeirismos é uma coisa cringe, mas como não pude resistir ao hype, dei start no download de um translator app no meu smartphone para descobrir o que é cringe. Antes de iniciar o install, pensei com meus botões: loser. Não precisa de nenhum software, seu newbie. Just Google it! Como já estava dando um Google no cringe, aproveitei para consultar o que é fanbaiting, um hot topic que está trending¹ no Twitter nesses tempos diversocráticos onde rosas são vermelhas, violetas são azuis e pequenas sereias são black. Fanbaiting é uma forma de marketing usada por Hollywoke para fabricar controvérsia artificial, publicidade grátis e desculpas furadas para explicar as críticas negativas de uma nova produção, prática que já se consolidou como industry standard. Ao trocar a raça e o gênero dos personagens por mulheres & BiPocs, e fabricar tramas especialmente proj

Whitewashing

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  Whitewashing é como gordopositiva fazendo greve de fome para protestar contra a opressão magronormativa promovida pelo heteropatriarcado barangofóbico. Em teoria isso não existe, mas na prática também não. Em teoria também, whitewashing é a prática de trocar um personagem não branco por um branco por razões racistas. Na prática, se você está vendo whitewashing em algum lugar, trata-se de brainwashing promovido por Hollywoke, uma indústria que pretende convencer seu consumidor de que a indústria do cinema é racista para que ele acredite que essa mesma indústria é engajada na luta contra o racismo. Somos obrigados a reconhecer que, se o sujeito acredita nessa lorota, não pode ser porque foi feito de otário, mas porque gosta de ser feito de otário. A vida é mesmo muito estressante, então só o que o cidadão médio quer é chegar em casa, relaxar, cair no conto diversotário da sereia black e depois ir para as redes sociais fazer cué cué para assustar os racistas e os supremacistos brancos.

Ariel Black

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  Conforme alertei anteriormente, para afirmar que algo é woke é preciso critério, do contrário o indivíduo corre o risco de enxergar cabelo em ovo e trocar urubu por louro. Sei que esse é um assunto difícil e complexo, mas é precisamente por isso que criei o método Lacre for Dummies (LFD). Will Smith, ator negro, atuou como James West, um personagem caucasiano. É possível não gostar do James West do Will Smith sem ser acusado de racista, portanto o filme de Smith não é woke. Como vemos, o método LFD é à prova de idiotas, e não requer prática nem habilidade.    Nick Fury nos quadrinhos é branco, mas no cinema é interpretado por Samuel L. Jackson. Esse é o momento em que o nerdola vai aparecer para me passar o nicksplaining sobre o Fury black, mas isso é inútil. Heimdall é um deus da mitologia nórdica, então mesmo que você consiga fabricar um Nick Fury black, nórdico black não tem, amiguinhe. Por favor não insista: deus afro-nórdico não existe e o assunto está encerrado. Sei que essa in

Wakanda Forevis!

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  No Brasil é popular a prática do cacildis swapping, que consiste em usar o photoshópis para trocar o rosto de alguém famoso por outro muito mais famoso: o do Mussum. O humorista é trapalhão forevis, mas não devemos confundir o forevis do Mussum com isso que você está pensando. Seja lá o que você pensou, forevis é uma outra coisa que você não tinha pensado. Da mesma maneira, não devemos confundir race swapping - a prática de substituir a raça dos personagens nos filmes - com cultura woke. Em 1999, Will Smith interpretou James West no cinema. Um negro fazendo o papel de um caucasiano não poderia ser cultura woke naquele momento da história, pois achar tal coisa no milênio passado seria o equivalente a encontrar um iPhone na Idade Média. Por falar em Idade Média, na década de 1970, o americano David Carradine atuou na série Kung Fu fazendo o papel de um monge shaolin que imigrou da China para o Velho Oeste. Originalmente o papel seria dado a Bruce Lee, mas os produtores optaram por um c

Flerte & Assédio

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  A diferença entre flerte e assédio é, e sempre foi, a lataria. Quando o Hetero Top da Ferrari fica encarando fixamente com cara de tarado é flerte, já se for o Betão do Fuscão é assédio. Só é assédio porque o Betão ao menos está motorizado, pois se estivesse no metrô seria violência sexual. Fás centido. Se encarada de macho feio é assédio, imagine de macho feio sem carro. Elas chamam a polícia, que é precisamente o que está ocorrendo no metrô de Londres¹, onde já tem Betão sem Fuscão indo para a cadeia por ficar encarando mulheres no vagão. Ser feio e pobre ainda não é crime na Austrália, mas já temos uma casa noturna em Sydney² que anunciou uma política de remover frequentadores que ficam encarando mulheres sem consentimento. Como vemos, a única maneira de não assediar mulheres é, e sempre foi, ser o Hetero Top da Ferrari. Isso é o bê-á-bá que qualquer homem sabe desde a época dos Fenícios, mas supondo que você não seja qualquer homem, sempre pode consultar aqueles estudos³ que pesq

Lacre for Dummies

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  É tênue a linha que separa o asno do jumento, mas isso não significa que é recomendável comer cocô só porquê, assim como o mousse de chocolate, ele é pastoso e tem cor escura. Ser análogo nem sempre é garantia de ser equivalente, então muito cuidado é preciso na hora em que alguém lhe oferece cocô em uma tigelinha alegando ser sobremesa só porque tem uma cereja em cima.   Um bom filme, por exemplo, tem uma história com início, meio e fim. Um filme cocô também, mas ser análogo não resolve o problema. Assim como o filme cocô, o filme woke é análogo a um filme normal, mas isso também não resolve coisa alguma, portanto é preciso cuidado para não confundir imunda com bunda na hora de separar o comboio do trigo.  Há uma série de critérios objetivos que podemos usar para diferenciar o que é woke do que não é, mas como é preciso usar o cérebro para analisar esses critérios, reconheço que isso por vezes se torna uma atividade complexa demais para o cidadão comum. Para resolver o problema, res

Cinema Woke

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  A última moda da geração floquinhos, aquela que inventou os trigger warnings e os safe spaces porque até mesmo o contato com opiniões diferentes da sua pode causar síndrome de stress histérico pós-traumático, é denunciar a histeria anti-woke. Cultura woke é histeria estrutural sistêmica em escala industrial, então a tentativa de denunciar histeria anti-woke é tão hilária quanto doidos no hospício tentando denunciar a insanidade do mundo moderno, mais irônico até que feminista denunciando desigualdade de gênero. Quando uma indústria do cinema declaradamente woke contrata diretor, equipe de produção e atores declaradamente woke com objetivo declarado de criar uma história woke baseada em um olhar woke da realidade, afirmar que o resultado é um filme woke é observar o óbvio, então sugerir que observar o óbvio é histeria me parece não só histérico, como bastante burro. Argumentar que todo filme é acusado de ser woke também não resolve muita coisa, já que o cinema hoje está tão woke que a

She-Mãe

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O primeiro episódio da série She-Hulk, disponível no Disney+, é uma metralhadora de memes feministas. Evidente é, entretanto, que o que ficaria mais evidente devido à raivosa natureza do personagem são os memes sobre a raiva feminina, que feministas estão raivosamente replicando por toda a feministosfera com fim de filosofar sobre o descontrole emocional diário que aflige as mulheres emocionalmente descontroladas.  Por falar em descontrole emocional, gaslighting é a primeira linha de defesa da - alerta de pleonasmo - feminista emocionalmente descontrolada. Toda mulher surtada e treinada no lado Feminista da Força vai fazer gaslighting com fim de tentar convencer os patos impressionáveis de que dizer que uma mulher surtada é surtada é machismo, misoginia e opressão de gênero. É o caso dessa mãe histérica e manipuladora no video publicado pelo QoT, que praticou gaslighting com a própria filha ao tentar convencê-la de que não devemos denunciar a histeria de mães surtadas, porque quando pa

Lady Kung Fu

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  Na imagem (esquerda acima), entre Bruce Lee e Chuck Norris, temos Angela Mao. A atriz chinesa é faixa preta de Taekwondo e Hapkido, e está no set de filmagens gravando Hapkido, filme lançado nos EUA em 1972 com o título de Lady Kung Fu¹. As coreografias de luta são impressionantes se considerarmos que trata-se de uma produção de baixo orçamento com meio século de idade.  Encantado com a performance da atriz, Bruce Lee a convidou para fazer o papel de sua irmã em Enter the Dragon, lançado em 1973. Mao era tão famosa quanto Lee nos EUA na época, e Lady Kung Fu na realidade teve melhor performance nas bilheterias americanas² do que Enter the Dragon. Conhecida como a Bruce Lee feminina, Angela gravou dezenas de filmes de ação, e o sucesso dos seus filmes nos EUA ajudou a catapultar a carreira do então desconhecido Jackie Chan, que faz participações em vários deles. Embora lendária, Mao não foi a primeira badass female lead da história. O título³ é da furiosíssima e letal Cheng Pei-Pei (a