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Ultra Agadê Plãs

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  Graças à Key Alves no BBB, a página Queervoir ultrapassou a marca dos quatro mil seguidores, finalmente obtendo a certificação Ultra Agadê Plãs 4K. Você sabe o que isso significa? Nada. Não fiquei mais bonito com isso, minha conta bancária não aumentou um centavo e meu pinto continua do mesmo tamanho.  Nada disso importa, pois nunca dei valor a frivolidades como dinheiro e beleza, coisas que carecem de real significado. Pinto maior, entretanto, até que viria a calhar. Não que eu precise, é claro, mas sempre é bom ter uns centímetros a mais sobrando para o caso de alguma eventualidade. Há um sem número de mulheres por aí que abandonam seus parceiros porque eles têm pinto pequeno, mas você já viu alguma abandonando alguém por causa de pinto grande? Claro que não, e nem é bom que abandone mesmo.  Sabe o que a mulherada faz quando descobre que há um pintão carente de carinho disponível na área? Não sabe, né? Ok, não se desespere. Não é porque você não tem pintão que isso significa que te

BBB 23

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  Na edição desse ano do BBB, como esperado, a Globo priorizou a representatividade. Os participantes representam com fidelidade a cútis do povo brasileiro, no caso, a cútis do povo brasileiro padrão global: gente jovem, livre de deficiências, esbelta, estética e economicamente privilegiada. São também representantes dazelite intelectual do país, o que os habilita a falar asneiras com aquela empáfia de quem tem cultura suficiente para não saber que não faz a mínima ideia do que está falando. Super tendência hoje em dia, especialmente nas redes sociais. A produção investiu pesado em diversidade também, então há uma grande diversidade de pessoas totalmente homogêneas na casa, todas com o perfil que a Globo precisa para vender reality show para o povão farofeiro.  Confesso que não comecei a ver o BBB23 ainda, mas estou acompanhando pelas redes e periódicos. Pelo que consegui entender, o que aconteceu de irrelevante na casa até o momento é mais ou menos o que segue, mais para menos do que

Mulher de meia idade branca

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Olhe com atenção o perfil típico das Dinizes inoculando veneno ideológico nas redes sociais: mulher de meia idade, branca, o corpo da feminilidade ressentida. Um dos dramas desse grupo demográfico é sua paranoia pseudointelectual combinada com a ciência da própria irrelevância. Para compensar a ausência de qualquer substância ou talento que lhes garanta holofotes, a saída é destilar ódio contra branquitude e masculinidade.  Das várias análises possíveis sobre a invasão de Brasília, Dinizes são incapazes de emitir a qualquer coisa além da mais previsível, racista, sexista e incompetente de todas: tudo o que eu não gosto é branco e masculino. A farofa exige não mais do que capacidade mental de chatbot da Magalu para ser produzida, e tem grande aceitação no mercado. Fácil, prático e descomplicático. Devemos reconhecer que o método é funcional, e têm funcionado para fornecer a sensação de que o que você tem a dizer é digno de nota ao grupo demográfico das mulheres de meia idade, brancas, o

Amor Karnal

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  Sempre desconfiei do Karnal, um São Leopoldinense nascido no mesmo país que eu, o Rio Grande do Sul. Esse gaúcho sempre escondeu bem sua gauderidade, mas seu jeito desconstruidão, seus modos cultos, refinados, e aquela careca de Tio da Sukita calvo nunca me enganaram: tem jeitinho de quem curte pessoas mais jovens sim. Minha suspeitas se confirmaram quando ele anunciou¹ que deixou de ser Mário e saiu de trás do armário para oficializar sua relação com Vitor Fadul, 32 anos mais novo, diferença de idade maior que a que tenho com meu pai. Os pombinhos estão juntos há quatro anos, o que significa que se enamoraram quando o boy tinha apenas 23 aninhos.  Esse é o momento em que o pessoal do Matraca Livre, Todas Fritas, Fabricando o Tabu e Mijaem Ninja vão me acusar de discurso de ódio homofóbico e etarista, então já vou fazer minha pergunta de praxe e pedir para que apontem onde no meu texto você enxergou essas coisas. Embora já tenha feito essa pergunta muitas vezes em outras ocasiões, ja

Make Brazil Great Again

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  Já faz uma década que tenho acompanhado quase que exclusivamente o cenário americano, já que tudo o que acontece na Banânia parece ser um eco retardado do que acontece por lá. Eco retardado é redundância, pois todo eco ocorre com retardo, mas usei a expressão na forma não redundante, if you know what I mean, Minduin.  Por eras, Coxinhas e Mortadelas coexistiram em relativa harmonia, mas bastou Republicanos e Democratas se engajarem em histérica polarização nos EUA durante a era Trump para que pouco depois a polarizosfera brasileira surgisse. Amigos se separaram, famílias se dividiram, contatos foram bloqueados no Face e hordas de polarizominions emergiram da escuridão para se estranhar freneticamente.  Nos EUA, manifestantes invadiram o Capitólio em 2021 para protestar contra a derrota de Trump, então a invasão do Congresso² por Bolsonaristas é eco³ que já foi cantado em maio de 2022. Já sabemos o resultado da manifestação nos EUA, então só o que nos resta agora é aguardar a faísca a

Thanks Cruise

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Demonizar o próprio consumidor é prática comum em Hollywood hoje. Certamente você já viu o público de cinema sendo acusado de racismo, machismo ou algum outro ismo quando uma produção falha, mas já viu algum dos acusadores agradecendo aos acusados quando ela é bem-sucedida? Escuro que não, pois na cultura woke do ódio do bem, ninguém marca pontos por demonstrar qualquer outra coisa que não seja ódio pelos grupos odiados.  Acompanhando a tendência reversa durante salto de pára-quedas realizado para gravar cena do novo Missão: Impossível,  Tom Cruise enviou uma mensagem¹ ao seu público:  "Obrigado por apoiar Top Gun: Maverick. Como sempre, obrigado por nos permitir entreter vocês. É realmente a honra de uma vida". Trata-se de uma peça publicitária realizada para a Paramount+ com fim de promover o lançamento de Top Gun: Maverick no streaming, mas acredito sinceramente que ele está sendo sincero, e a cena não é só encenação. Ainda que fosse, isso não faria muita diferença, da mes

Blue Lives Matter

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  Diversidade é uma indústria pujante e em franca expansão nos EUA, onde vários acadêmicos, ativistas, consultores e outros parasitas sobrevivem de catar piolho em cobra e achar pentelho em ovo. É mais do que previsível, portanto, que a patrulha iria detectar racismo, apropriação cultural e outros pecados eurocêntricos heterossexistas em Avatar:The Way of Water.  De acordo com a regra erudita fabricada pela diversocracia acadêmica, racismo regula todas as relações sociais, portanto a pergunta é não se racismo está presente no novo Avatar, mas como ele se manifesta. Conforme veredito técnico¹ da patrulha, o filme de James Cameron é culpado de blueface, um crime bárbaro em que atores brancos são contratados para fazer o papel de POCs (people of color). Esse é o momento em que me lembrei de uma piada racista do milênio passado, em que um white American entra no ônibus na época do apartheid nos EUA e declara que agora não existem mais passageiros negros nem brancos: eram todos azuis. O res

Tinda Finger

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  Circula nos círculos androsféricos estatística que joga por terra a famosa regra dos 80/20, que diz que nos apps de paquera 80% das mulheres está atrás de somente 20% dos homens. De acordo com dados recentes¹, mulheres dão like em apenas 5% dos perfis visualizados, comprovando que não há o que não está bom que não possa ficar mais pior. O macho médio no Tinder tem que, em média, dar 6.000 swipes para conseguir uma única oportunidade de pagar sushi, que obviamente não vem com nenhuma garantia de que vai rolar kétchy, que dirá um relacionamento. Homens são bem menos seletivos nos apps, e dão like em 53% dos perfis visualizados. Menos seletivo é eufemismo, pois um sujeito que aceita encontro com metade das mulheres que enxerga online já está totalmente desesperado e topando qualquer encrenca. Quicou na área é bola pra dentro, mano. O que se mover ou fizer sombra você chuta, sem olhar pra trás e sem pensar meia vezes: goooooooool!!!! Brasil, ziu, ziu! Observe que esses 53% é a média, por

Com Carimbo

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  As manas estão viralizando um artigo¹ em que uma menina descobriu que, se carimbar no pescoço uma marca que simula um chupão, aquilo mantém machos inconvenientes afastados na academia. O objetivo da matéria é demonizar homens, que supostamente respeitam mais um homem imaginário do que uma mulher real, pois se afastam de uma mulher assim que detectam que ela não está disponível, clássico exemplo de masculinidade tóxica. A cura para a masculinidade tóxica supostamente consiste em adotar comportamentos mais femininos, portanto é possível concluir com segurança que, quando um homem descobre que seu crush já é comprometido, o comportamento ético, correto, belo e moral a adotar é fazer como as meninas e ficar mais interessado no seu alvo, e não menos. Uma das experiências mais desagradáveis que já tive na vida é estar acompanhado em uma festa e notar que várias mulheres estão me olhando, coisa impossível de ocorrer quando estou sozinho, ocasião em que elas fazem questão de deixar claro que

You know nothing, Jon Snow

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  Meninas no Twitter: "prato disputado demais a gente deixa para quem tá passando fome". As mesmas esfomeadas nos apps de fast-rola: match só em meia dúzia de heteros top ultrarrodados e überdisputados que têm tanto sexo à disposição que já estão começando a ficar com nojinho até do cheiro da perseguida.  Não satisfeitas em selecionar literalmente a dedo um homem que é a nata da exceção dos fora da curva entre os casos raros, ainda não dão no primeiro encontro porque conseguiram achar defeito no bofe: a sobrancelha é tortinha pro lado errado, o sapato não combina com a cor da BMW, tentou explicar coisas pra mim, não quis pagar a conta do sushi, não rolou química, o volume visível não foi avistado, etc. Pode isso, produção? Claro que pode. Tudo vale a pena quando a distância do the wall não é pequena. Neste momento você deve estar se perguntando o que é esse tal de volume visível não avistado. Ora, you know nothing, Jon Snow¹. Tamanho de rola nunca importa, desde que não seja