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Queerlegal

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Dizer que sou humorista seria piada, mas comédia, ainda que a contragosto tenha que admitir, está no meu DNA, portanto não é uma construção social. A biologia foi carrasca comigo, pois meu sonho era conseguir produzir aqueles textos cerebrais padrão artigo de revista especializada, com alto teor informativo, explicativo, argumentativo, orientativo, filosoficativo, quiçá até opinativo. Há algo em mim porém ativo, que não consigo desativar, uma urgência em gracejar, ainda que termine sem graça, talvez até desgraça. Conteúdo não me falta, e a língua, sinto, é algo que controlo mais do que o próprio pinto, o que não é grande coisa, mas pelo menos sucinto. Vontade do artigar padrão também possuo, e sempre empunho a caneta com as melhores das intenções, daquelas das quais o inferno está cheio. Assim que dou por mim, entretanto, o que sonhava ser tese logo termina em rodeio, sarcasmo, nonsense, paródia, talvez algum neologismo fullgás (Lima, 1984). A nouveau palavrê, por falar nisso, é um víc

She-Stupid

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  Mais rápido que uma tartaruga, mais forte que um rato, mais inteligente que um asno! Só pode ser ele, o Chapolin Colorado. Recebi várias acusações infundadas de que cometi blasfêmea ao comparar meu ídolo com She-Hulk, então e agora? Quem poderá me defender? Eu! Eu mesmo, pois esse não é um trabalho para o Polegar Vermelho, que tem coisas mais importantes para fazer do que assistir seriados descerebrados da MWU (Marvel Wokeomatic Universe). Inicialmente devemos dizer que não é porque estou comparando uma coisa com outra coisa que estou a dizer que as duas coisas são a mesma coisa, já que uma coisa é uma coisa, e outra coisa quando somada dá duas coisas. Isso é aritmética básica que você já deveria ter aprendido na escolinha do professor Girafales.  Chapolin é um mito imorrível pois foi criado para fazer humor, um super-herói que pode até ser atrapalhado, mas pelo menos é abestado. Fazendo uma analogia entre similares parecidos, podemos dizer que She-Hulk também foi criada no seriado d

She-Polin

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Com score de 35% da audiência¹ no Rotten Tomatoes, a primeira temporada de She-Hulk chega ao fim estabelecendo um novo benchmark de mediocridade para as séries da Marvel. Recomendo com cerveja, já que She-Hulk é como o Chapolin Colorado, um super-herói tão tosco, mas tão tosco que acaba sendo divertido. É como aquelas piadas sem graça que você ri no final porque a piada é você por ter perdido tempo com aquela encrenca. No início é ruim e parece que vai terminar pior, e no fim parece que ainda está no início. De acordo com a atriz protagonista² de She-Hulk, Tatiana Maslany, o show inteligentemente teceu uma história em que a própria audiência se tornou o vilão principal, e Jessica Gao, a roteirista da série, supostamente é um gênio por prever dentro da história que incels misóginos que tem problemas com super-herois mulheres não iriam gostar do programa. Atacar a própria audiência, prever que vai haver reação dessa audiência e se achar uma jênia por causa disso é algo bastante tapado, m

Scooby-Woke-Doo

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  Salsicha, personagem hippie do desenho animado Scooby-Doo, é sabidamente maconheiro, e os autores da série original não mediram esforços para deixar claro que isso está subentendido na narrativa. Na história, ele é o único humano que dialoga com Scooby, ou seja, o maluco escuramente é doidão, já que evidentemente você precisa estar chapado para achar que consegue trocar ideias com um dogue alemão, au au? Outra dica plantada pela produção é que ele está sempre com fome, e passa o tempo inteiro atrás de comida. Clássico comportamento de cannabis-aditivo enlaricado, daqueles que frequentavam a página do Quebrando o Tabu, mas já fumaram tanta maconha que esqueceram até o próprio pronome. Fazer um Afro-Salsicha para promover diversidade racial, portanto, é mais gafe do que Tarzan Black, já que o subtítulo do Tarzan é literalmente homem-macaco. Com gafe ou sem gafe, agora já foi, então já era. Melhor sorte na próxima. O fato é que, de acordo com as regras desconstruídas de Hollywoke, na pr

Grelodurismo

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Na minha página volta e meia aparecem uns indivíduos misóginos. O último que vi por aqui disse que mulher é um bicho irracional e contraditório por ser governado pelas emoções. Momentos como esses são os que me dão a certeza de que sou de fato uma mulher translésbica crossdresser, pois também sou contraditórie e governade não só pelas emoções, como pelas emocinhas. Por exemplo, quando feministas dizem que defendem diversidade de gênero, sou tomado por uma série de emoções contraditórias. Primeiro fico eufórico, depois depressivo, então começo a rir, depois chorar. Em seguida choro e dou risada ao mesmo tempo, e fico naquele estado em que você não sabe se ri, se chora, se ri e chora, ou nem ri, nem chora. Enfim, a vida é mesmo governada por emoções e contradições quando você é menine.  Em 2022, o número de candidaturas femininas¹ foi recorde, inclusive para presidente, então a única razão para não termos uma presidanta do sexo feminino para fazer a mesma coisa que os homens vão fazer é

Rematch do Milênio

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  Transita na viralizosfera uma teoria da transpiração que diz que Hugh Jackman vai recuperar o título de ator que foi um super-herói da Marvel por mais tempo em Deadpool 3, a ser lançado¹ em 2024. Ao retornar para participar de Deadpool, Jackman será recordista novamente, cravando a marca de 24 anos no papel de Wolverine. O título teria sido perdido para Tobey Maguire, que obteve a marca de 19 anos ao retornar para Miranha: Sem Volta para Casa, que por sua vez foi perdido para Patrick Stewart, que retornou como Professor Xavier em Dr. Estranho no Multiverso da Wokura. Essa teoria, além de ser fake news, é um clássico exemplo de falsa simetria, já que mistura alhos com bugalhos e tenta maquiar números com truques de CGI baratos com fim de montar uma competição de fantasia. Ocorre que Tobey Maguire e Patrick Stewart foram substituídos em 2011 e 2012, respectivamente, fato que não foi contabilizado. Adivinha agora quem nunca foi substituído no papel? Ele mesmo, o Carcaju. Hugh Jackman co

Poster Boy

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  Diversidade é vendida por Hollywoke hoje como artigo de vanguarda, mas, assim como protagonismo feminino no cinema, é outra daquelas modernidades da época dos faraós. Na equipe do filme Predador (1987), por exemplo, temos dois personagens afro-americanos (Mac & Dillon), um latino (Poncho), e um índio Sioux (Billy). Os dois únicos white Americans do elenco principal são Blain, clássico redneck sulista, e Hawkins, o estereótipo do norte-americano do norte. A dupla encapsula a divisão histórica e político-ideológica mais relevante e representativa do povo americano. A cereja do bolo nessa festa da representatividade diversocrática é o poster boy do American dream Arnold Schwarzenegger, que faz o papel de Dutch, um mercenário holandês. O sonho americano - esse entulho démodé e old-fashion - encerra, em sua essência, a diversidade como um de seus valores fundamentais, já que vende a ideia de que não importa de onde você vem ou quem você é. Se você puxar ferro o suficiente, há para voc

Marvis, Captain Marvis

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  Tenho recebido complaints de alguns followers, que ficam triggered porque eu uso muitas palavras em inglês. Sei que excesso de estrangeirismos é uma coisa cringe, mas como não pude resistir ao hype, dei start no download de um translator app no meu smartphone para descobrir o que é cringe. Antes de iniciar o install, pensei com meus botões: loser. Não precisa de nenhum software, seu newbie. Just Google it! Como já estava dando um Google no cringe, aproveitei para consultar o que é fanbaiting, um hot topic que está trending¹ no Twitter nesses tempos diversocráticos onde rosas são vermelhas, violetas são azuis e pequenas sereias são black. Fanbaiting é uma forma de marketing usada por Hollywoke para fabricar controvérsia artificial, publicidade grátis e desculpas furadas para explicar as críticas negativas de uma nova produção, prática que já se consolidou como industry standard. Ao trocar a raça e o gênero dos personagens por mulheres & BiPocs, e fabricar tramas especialmente proj

Whitewashing

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  Whitewashing é como gordopositiva fazendo greve de fome para protestar contra a opressão magronormativa promovida pelo heteropatriarcado barangofóbico. Em teoria isso não existe, mas na prática também não. Em teoria também, whitewashing é a prática de trocar um personagem não branco por um branco por razões racistas. Na prática, se você está vendo whitewashing em algum lugar, trata-se de brainwashing promovido por Hollywoke, uma indústria que pretende convencer seu consumidor de que a indústria do cinema é racista para que ele acredite que essa mesma indústria é engajada na luta contra o racismo. Somos obrigados a reconhecer que, se o sujeito acredita nessa lorota, não pode ser porque foi feito de otário, mas porque gosta de ser feito de otário. A vida é mesmo muito estressante, então só o que o cidadão médio quer é chegar em casa, relaxar, cair no conto diversotário da sereia black e depois ir para as redes sociais fazer cué cué para assustar os racistas e os supremacistos brancos.

Ariel Black

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  Conforme alertei anteriormente, para afirmar que algo é woke é preciso critério, do contrário o indivíduo corre o risco de enxergar cabelo em ovo e trocar urubu por louro. Sei que esse é um assunto difícil e complexo, mas é precisamente por isso que criei o método Lacre for Dummies (LFD). Will Smith, ator negro, atuou como James West, um personagem caucasiano. É possível não gostar do James West do Will Smith sem ser acusado de racista, portanto o filme de Smith não é woke. Como vemos, o método LFD é à prova de idiotas, e não requer prática nem habilidade.    Nick Fury nos quadrinhos é branco, mas no cinema é interpretado por Samuel L. Jackson. Esse é o momento em que o nerdola vai aparecer para me passar o nicksplaining sobre o Fury black, mas isso é inútil. Heimdall é um deus da mitologia nórdica, então mesmo que você consiga fabricar um Nick Fury black, nórdico black não tem, amiguinhe. Por favor não insista: deus afro-nórdico não existe e o assunto está encerrado. Sei que essa in