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Blaxploitation

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  Exploitation é um gênero de filme que tenta obter sucesso financeiro copiando gêneros ou filmes bem-sucedidos. Tudo por uma Esmeralda, com Michael Douglas, é exploitation de Indiana Jones. Battlestar Galactica é um exploitation famoso de Star Wars, possivelmente uma das produções mais exploitadas da galáxia. Blaxploitation é o subgênero étnico do exploitation. Emergiu nos anos 1970 com o objetivo atender ao consumidor afro-americano de cinema, que tinha o desejo de ver negros como protagonistas, não nos papéis coadjuvantes ou secundários disponíveis na época. Tivemos de tudo no período: desde bang bang black até dragão de ShaoLee black. Shaft, por exemplo é um blaxploitation de detetive famoso estrelado por Richard Roundtree, que sofreu reboot em 2000 com Samuel L. Jackson. Esqueça Lashana Lynch e outras mulheres candidatas ao cargo de primeira Bondgirlboss da história. Já tivemos isso em 1973 com Cleopatra Jones, filme¹ em que Tamara Dobson interpreta uma agente black com afro-licen

Algoritmo Woke

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É sempre difícil explicar a wokes e anti-wokes que cultura woke, um fenômeno com menos de uma década de idade que surgiu décadas após a ideia de diversidade já ter se tornado mainstream, não tem nada a ver com diversidade. Felizmente hoje temos a ajuda de bots de passar vergonha artificial como a Gemini AI, que obrigou o Google a se desculpar pelo comportamento woke do seu software, que no momento teve sua função de gerar imagens desativada para que ninguém mais descubra o que é ser woke. O erro do Google foi ordenar ao software que produzisse imagens com diversidade sem especificar qual tipo de diversidade deveria ser produzida. A inocente máquina então vasculhou o vasto conteúdo woke da cultura atual e, com base na monumental quantidade de lacração processada, inadvertidamente recriou o algoritmo woke da diversidade: quanto menos homens e menos brancos, melhor.  De posse do algoritmo da lacração brilhantemente decodificado pela Gemini AI, fica fácil avaliar o grau de diversidade woke

Hays Code

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  Já houve um tempo em que Hollywood fabricava filmes recheados de sexo, nudez, violência, rock'n'roll, devassidão e outras coisas grotescas e politicamente incorretas. Não, não estamos falando do final do século passado, mas do início, período que teve seu ápice logo após a depressão de 1929. Era presumido na época que o espectador de cinema era majoritariamente homem, branco e heterossexual, portanto a profusão de mulheres em posição de poder na tela grande é evidência adicional de que mulheres poderosas são uma fantasia¹ masculina. É um mistério esse fetiche do macho hetero com a mulher poderosa, mistério que fica menos misterioso se considerarmos que meninas stunning & brave possuem menor aversão a risco, o que significa que mais do que provavelmente são sexualmente liberadas. Depois de futebol e cerveja, a coisa pela qual homens são mais apaixonados é a mulher que libera, mas libera com vontade. Sem medos, sem chorar, sem olhar para trás nem se arrepender do que faz. O

Fã Nático

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  Gosto do Henry Cavill. Além de ser o segundo melhor Superman, me parece um cara do bem, alguém sensato e centrado. Haters vão me odiar e dizer que ele é no máximo o terceiro melhor Superman, mas enfim, opinião não foi feita para concordar, mas para lamentar. Ao ser perguntado sobre o que achava¹ a respeito dos fãs tóxicos, Cavill prontamente disse não acreditar em tal coisa, pois, segundo ele, não existe fã tóxico, apenas fã apaixonado. The Witcher está enfeitiçado de razão. Quando nos apaixonamos por algo, sentir-se desapontado pelo objeto da sua adoração é absolutamente natural, já que paixão é um direito do indivíduo, não do objeto da sua paixão.  Não gosto do R.R. Martin, típico farsante que odeia os que odeiam, e fica falando mal² da toxidade dos anti-fãs de rede social. Odeio gente que odeia quem odeia, então vamos ter que lembrar os superensinamentos do bruxo Cavill: não existem anti-fãs, apenas fãs. Se não fossem, não estariam perdendo seu tempo falando mal do objeto da sua p

O que está acontecendo com Madonna?

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  Está na moda perguntar o que é que está acontecendo com Madonna, desfigurada por plásticas e postando vídeos totalmente sem noção no seu Instagram. Segundo alguns, o que se vê na última turnê da cantora é um espetáculo dantesco, daqueles em que o espectador se pergunta o que é que está acontecendo com a Rainha do Pop. Tênue é a linha que separa a loucura da doideira, mas como não sou psiquiatra, não vou opinar. Se for só loucura, falta muito ainda para superar Darcy Gonçalves. A brasileira sacudiu as tetas¹ caídas e desnudas na Sapucaí em 1991, sambando na cara dos seus 85 anos. Morreu aos 101, provavelmente convencida de que ainda dava caldo. É impossível dizer o que Madonna enxerga em si. Talvez enxergue juventude, talvez enxergue decadência, talvez enxergue só o que ela é: a matriz autêntica e definitiva da qual todas as outras material girls são cópia. O que é possível dizer é que muitas décadas já se passaram, então é tarde demais para dizer que Madonna não é um modelo a ser emu

Oscar do Milênio

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  O Oscar para o discurso feminista mais sem noção do milênio seguramente é de Tatiana Maslany, que ao interpretar She-Hulk proferiu¹ o infame e furioso "sou especialista em controlar minha raiva porque faço isso INFINITAMENTE MAIS DO QUE VOCÊ". Raivosinha Maslany é hors-concours, mas America Ferrera lidera com folga a segunda posição por sua atuação no filme Barbie. Transitando entre dificuldades comuns a ambos os sexos na vida adulta, delírios, paranoias e outros mimimis, a coadjuvante de boneca alucina em discurso emocionado² que é impossível ser mulher. O discurso existe para resgatar Margot Robbie de seu episódio de depressão catatônica através de um choque de cumplicidade. A mágica da sonoridade entre fêmeas, entretanto, não poderia funcionar, pois os problemas listados por Ferrera, ainda que supostamente comuns à toda vítima do patriarcado, são alienígenas para a boneca.  É literalmente possível ser mulher, embora o mesmo não possa ser dito sobre a mulher feminista. Im

Ela é só a Barbie

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  As inVejosas estão inconsoláveis, pois Ryan Gosling foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante pelo papel de Ken no filme da Barbie. Segundo Raquel Carneiro em artigo¹ para a revista inVeja, a Academia não ter indicado Margot Robbie para melhor atriz e Greta Gerwig para melhor direção supostamente prova que o filme estava certo: o patriarcado é opressor. Barbie recebeu² oito indicações, incluindo melhor filme, mas a ausência de indicação para melhor atriz e direção escuramente nos mostra que a inVeja é mesmo uma merda. Posar de vítima do patriarcado com uma bilheteria bilionária, como fizeram Robbie e Gerwig, é uma atuação digna de Oscar, então a situação é, de certa forma, injusta, mas o fato é que inVejosa Carneiro está enganada. O filme se contradiz na sua crítica, e faz prova contra si mesmo, que é o que ocorre todas as vezes em que alguém deixa feministas falando sozinhas sem supervisão. Quando Ken instaurou o Kentriarcado na Barbielândia, convertendo as casas de boneca em Mojos

O BBB de Truman

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  Se é coisa que eu admiro é gente que mata o ofídio e apresenta o tacape. Vanessa Lopes, sister do BBB24, disse que não é a bonitinha e burrinha, e pode ser mais¹ do que isso. Gente que diz que pode ser mais do que bonitinha e burrinha é bonitinha, mas pena que é burrinha. Burrice, felizmente, é um estado potencialmente transitório, então Vanessa na sequência conseguiu a façanha de aumentar as buscas no Google pelo livro 1984 ao dizer² que a obra de George Orwell foi inspirada no BBB. Matou o ofídio e apresentou o tacape, provando aos incréus que sempre é possível ser mais. Não, Vanessa não é só uma menininha bonitinha e burrinha. É bonitinha e muito burrinha. Outra coisa que admiro é o desejo de superação, aquele compromisso com dobrar a meta depois que você atingiu a meta. Após superar todas as expectativas, Vanessa se superou outra vez ao alucinar³ que todos na casa são atores, e estão lá para deixar ela maluca. Não sei se esse plano para maluquecer gente doida é muito bom, mas sei

O Verdadeiro Poder da Força

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  O BBB24 mal começou e as feministas já estão à procura de uma vergonha para passar, como podemos ver no artigo empoderado do Universa, em que as manas da redação se perguntam por que homens não conseguem olhar as mulheres sem sexualizá-las. A treta teve origem na fala do brother Maycon, que disse que não quer olhar para Yasmin Brunet para não se incomodar com a esposa em casa. A modelo usa roupas especificamente projetadas para ouriçar macho, embora jure que não é sua intenção ouriçar ninguém. O problema é a mulher do Maycon, que pode até não saber o que Yasmin está aprontando, mas sabe perfeitamente bem que, seja lá o que for, deve ser aprontado bem longe do bofe dela. Maycon também pode até não saber o que Yasmin está querendo, mas sabe que meio segundo de olhada para a bunda da modelo em rede nacional pode causar um cataclismo doméstico de proporções apocalípticas, então o ideal é manter uma distância segura. O que isso tem a ver com machismo e misoginia eu não sei, mas sei que a

BBB com Deficiência

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  Temáticas sobre machismo, heterossexismo e racismo já não estão dando Ibope, razão pela qual o BBB24¹ está apostando na questão da inclusão da pessoa com deficiência. O brother Vinícius Rodrigues foi incluído no BBB24, mas se sentiu excluído das provas do programa, que não estão preparadas para incluir pessoas com deficiência (PcDs), portanto a esperança é de que a problemática ajude a impulsionar os progressivamente deficientes índices de audiência da Globo, a emissora que te faz de bobo.  Big Brother, como sempre, dá aula sobre como a realidade fora da telinha funciona, e novamente foi bastante didático. A Globo poderia ter projetado provas inclusivas para incluir o brother com deficiência, mas isso dá menos Ibobe do que fazê-lo sentir-se excluído nas provas para posteriormente sinalizar virtude com a discussão sobre inclusão de PcDs. Políticas de inclusão, em sua maioria, funcionam da mesma maneira observada na tática de manipulação de audiência global. Na linguagem inclusiva, por