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Força Superior

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  Sei que muitos não acreditam que somos regidos por uma força superior, e confesso que muitas vezes fui atormentado por dúvidas, mas a verdade é que eu nunca deixei de acreditar. Depois de esperar por uma vida, o sinal finalmente veio na hora em que era mais necessário, justo neste momento de tribulação extrema em que a Suprema Corte¹ americana revogou a decisão Roe vs Wade, transferindo para os Estados a responsabilidade de legislar sobre o aborto.   Quis então a Deusa que milhões de homens cis hetero, e outros nem tão hetero assim, desenvolvessem um útero para que pudessem ter opinião sobre aborto nos EUA. É um milagre da biologia, um marco na história da espécie humana e a prova definitiva capaz de convencer o mais incrédulo dos incréus de que sangue menstrual de Frida tem poder. Louvada seja sua eliminescência, até porque esse é só o primeiro milagre. Sim, há um outro: todo os milhões de machos que por obra de Frida desenvolveram um útero também converteram-se em pró-escolha. Além

Roe vs Wade

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  Gêintchy, corrijam-me se eu estiver esganado, mas acho que no Brasil, de acordo com a lei, vítimas de estupro só têm direito de abortar caso tenham sido vítimas de estupro. Sendo assim, no factoide¹ fabricado pelo Intercept em que uma juíza supostamente impediu uma menina de 11 anos de abortar, a interrupção da gravidez² foi possivelmente realizada em desconformidade com a lei. Há boatos não confirmados de que o pai do bebê tem 13 anos, e namorava com a menina com conhecimento dos pais. Penso que há fundamento nesses boatos, já que a juíza no video vazado da audiência se refere ao indivíduo que engravidou a menina como pai, além de estar interessada no que a menina sabia sobre a vontade dele a respeito da entrega do bebê para adoção. A identidade do "estuprador" é claramente conhecida, mas não foi revelada pelo Intercept, que curiosamente não parece interessado em crucificá-lo em sua matéria.  A única maneira que enxergo para dar sentido a esse cenário é supor que o papai e

Jumentosfera Digital

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  Está crescendo em popularidade a Dead-Internet Theory¹, uma teoria da conspiração que diz que a maioria da Internet já foi tomada por robôs de inteligência artificial, e que os poucos humanos que sobraram interagem sem saber com chatbots capazes de passar no teste de Turing². Uma breve observação no vácuo asnocósmico da jumentosfera digital, entretanto, nos mostra que é improvável que a rede mundial de computadores esteja densamente povoada por entidades inteligentes de qualquer natureza. O que penso que na realidade está ocorrendo é o que eu batizei de Donkey-Internet Theory, uma teoria empiricamente verificável que diz que a maioria da Internet já foi tomada por jumentos de burrice artificial, os asnobots. O asnobot é um cyberorganismo biológico que é naturalmente burro fora do ambiente virtual, mas que uma vez plugado à jumentosfera digital transforma-se em um idiota útil que pode ser artificialmente programado para viralizar asneiras, insanidades, fake news e outras bobagens. O a

Jato por trás

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  Tchê bagual, esses xiru desconstruído não se decidem nunca! Depois de declarar que Top Gun Maverick é filme feito para exaltar a masculinidade do taura macho cisheteronormativo palmito tradicional, estão agora declarando que é filme¹ de vinh@do. Aliás, essa discussão é reboot, pois a mesma pedra do jockey de cascavel já havia sido ejetada do cockpit no piloto da série, com direito inclusive a análise freudiana² realizada por Quentin Tarantino em cena do filme³ Sleep With Me (1994). Como ele bem observa, esse é o diálogo final de Top Gun (1986):   - ICEMAN: Man, you can ride my tail anytime!  - MAVERICK: You can ride mine! Mas tchê, essa conversa está pra lá de estranha, então não vou nem tentar traduzir essa encrenca que é para não me comprometer. Se é ou não é, acho que vale o que declara, então já nem sei mais o que declarar. Se disser que Top Gun é filme de vinh@do, vão dizer que sou emofóbico, e se disser que é filme de macho, vão dizer que sou vinh@ado enrustido com problemas pa

Fás Centido

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  Não sou choque, mas fiquei chocado ao descobrir recentemente a quantidade de indivíduos que entendem fás centido como erro ortográfico, e não como ironia. Verdade seja dita, esses jênios são cérebros de exceção, portanto é preciso atingir níveis pandêmicos de viralização para que seja possível observá-los pastando em quantidade significativa na selva digital. De acordo com meus arquivos, uso o bordão "fás centido" no mínimo antes de março de 2019, data em que escrevi um post sobre ele. O fiz não porque sequer passou pela minha cabeça a ideia de que fosse necessário explicar a ironia, mas porque a frase contém uma ironia aninhada, portanto, a não ser que alguém encontre alguma outra, o que temos - pelos meus cálculos - é uma dupla ironia.  Embora "fás centido" seja uma ironia cujo objetivo é apontar para algo que não faz sentido, a frase em si, ironicamente, faz sentido. Embora contenha erros de ortografia, o conteúdo semântico é preservado. Garantir a integridade

A Billion Wicked Thoughts

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  De acordo com o meme popular fabricado por Luiz Felipe Pondé, feministas não entendem nada de sexo, mas estou começando a desconfiar que isso não é bem verdade. Suspeito que na realidade entendem, mas se fazem de Sonza para dar o golpe nos Whinderssons, digo, nos patos otários. Mulheres evidentemente sabem o que acende sua libido, mas isso não é necessariamente um segredo para homens. Não só é de conhecimento público o que mulheres consideram erótico desde a época das cavernas, como essa informação é incessantemente confirmada por toda a pesquisa que busca entender a psique sexual feminina. É o caso com o estudo publicado no livro A Billion Wicked Thoughts¹, que analisou o comportamento de milhões de homens e mulheres online, e pode ser usado para revelar o que feministas fazem no anonimato da selva digital enquanto não estão mentindo para o Pondé. A Billion Wicked Thoughts confirma pela bilionésima vez o que os Fenícios já sabiam: mulheres têm a libido ativada por homens másculos, c
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Luísa Sonza, que sobrevive de vender música para pessoas com padrão intelectual DBJL¹, não quer viver em um país burro² com jovens que só podem postar dancinhas e fotos bonitas nas redes sociais. Fás centido. A indignação da jeguial cantora parece ter surgido da informação de que as empresas estão deixando de fechar contratos de publicidade com influencers que se posicionam politicamente. Difícil saber o que o cool tem a ver com a bunda, até porquê, se o padrão intelectual médio do brasileiro subir para qualquer coisa acima de DBJL, Sonza vai perder a maioria dos seus contratos publicitários, o que significa que o plano da cantora de não viver em um país burro é bastante jumento. Por falar em jumento, indivíduos que conseguem verba publicitária só para postar dancinha e fotinha e inventam de falar sobre política são asnos. Para quem não sabe ainda, Pabllo Vittar foi recentemente acusado de transfobia por dizer³ que gosta de pênis. Isso prova que o mundo está tão tóxico, mas tão tóxico,

Not Today

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De acordo com estudo¹ recente, pessoas com traços da dark triad - maquiavelismo, narcisismo e psicopatia - sinalizam virtude e vitimismo com mais frequência para obter ganhos pessoais. O paper entra para o rol das pesquisas surreais fantásticas que revelam verdades místicas surpreendentes sobre a psique humana que ninguém jamais desconfiou antes. Eu, por exemplo, sempre pensei que pessoas que ficam fazendo marketing do seu vitimismo virtuoso o fazem por serem pessoas DuBem™, motivadas por humildade, desapego, compaixão e legítimo interesse pelo próximo. Por falar em dark triad, Andréa Beltrão está carente de atenção no Instagram, então postou um video² se vitimizando e sinalizando virtude. Supostamente ela é uma mulher oprimida pelo etarismo opressor porque ouve por aí que tem 58 anos, "mas tá ótima". Há não muito tempo, isso era elogio, mas como já bati nos cinquenta, talvez esteja ficando velho demais para entender essas sociodesconstrutividades modernas de hoje em dia. Dev

Brad Cruise

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Abordar mulheres¹ fora de ambientes online no primeiro mundo é uma atividade defunta, visto que qualquer atitude masculina que exista para demonstrar interesse sexual é considerada assédio. A situação é relativamente recente, e parece ter se consolidado com a emergência das redes sociais e dos apps de namoro. Considerando que há visível correlação do fenômeno com o crescente isolamento verificado na era digital, é de se perguntar se parte dele não pode ser explicado pela progressiva diminuição da capacidade de homens de interagirem socialmente. Quando indivíduos perdem a capacidade de se relacionar fora do mundo digital, qualquer interação não virtual passa a se tornar problemática. Em outras palavras, homens com habilidades sociais deficientes irão fatalmente parecer inconvenientes ou mesmo ameaçadores ao tentar interagir com mulheres. Quando falamos de habilidades sociais, invariavelmente estamos falando também de linguagem, e homens e mulheres definitivamente não se comunicam da mes

Natureba Vintage

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  Assistimos na geração millennial, pela primeira vez na história evolutiva da nossa espécie, o surgimento do Homo Feministus. Essa subespécie destosteronada de Homo Sojadus¹ pede desculpas por ser homem por acreditar que ser um jumento mugidor castrado e duplipensante é um modelo positivo de masculinidade. O Feministus é superado em grau de demência somente pelo Homo Feministus Brasiliensis, um quadrúpede ruminante nativo da selva digital brazuca.   É o que podemos observar no artigo² do feministo Marcelo Hessel para o site Omelete, uma crítica ao filme Top Gun Maverick (2022). Hessel é um jornalista treinado no lado lambe-botinha da Força, conforme podemos verificar pelo uso de jargões como emasculado, masculinidade tóxica, privilégio masculino, tensão homoerótica e outras pérolas descerebradas. Por falar em tensão homoerótica, Hessel está visivelmente erotizado quando menciona Tom Cruise, a quem apelidou de Mona Lisa, e sua tensa tentativa de destruir o filme a todo custo atinge nív