Prolixo

 

Já fui acusado de muitos fobismos e vários outros ismos online. Isso já me deixou bastante incomodado, mas hoje é evento que considero até divertido. Entendo como particularmente divertidas, porém, acusações de que sou prolixo. 

Para ser capaz de fazer tal acusação, o indivíduo tem que possuir um certo grau de instrução, já que prolixo não é palavra que transite no vocabulário dos carentes de ensino. Ler o que escrevi também é necessário para proferir esse tipo de parecer, o que significa que estou lidando com alguém minimamente instruído emitindo uma opinião informada. Não é grande coisa, mas já é mais coisa do que indivíduos que clicam na figurinha e depois tentam me convencer de que não só não leram como não gostaram.

Aceito resignado a acusação de prolixidade em toda a sua extensão e complexidade, um crime qualificado executado por motivo torpe, perpetrado com uso de sarcasmos violentos e ironias crués, além de outros recursos estilísticos empregados para dificultar a defesa da vítima, que não raro é pessoa em condição de vulnerabilidade literária. 

Agravantes, assim como as evidências, abundam: sou palavroso, difuso, superabundante e extenso, mas serei obrigado a levantar objeção nos itens fastidioso e enfadonho. Tais qualificadores nada mais são do que termos com definição imprecisa, eivados por alto grau de subjetividade.

Ainda no que tange à acusação de prolixidade, é conveniente observar que o antônimo do prolixo é o sucinto. Sucinteza é também matéria pertinente ao domínio do subjetivo, portanto o que é sucinto para alguns pode perfeitamente ser Jacinto para outros. Sendo o caso, já sinto que a semana está acabando, portanto essa foi a maneira mais sucinta que encontrei para desejar a todos um bom fim de semana. 

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