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Mostrando postagens de maio, 2024

Cansada de Sustentar Macho

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  Conhece aquela história de que homens têm medo de mulheres fortes, independentes e poderosas que não precisam de macho para nada? É fake news de piriguete arteira que tem medo de homens fracos, dependentes e desempoderados que vão mamar na sua conta bancária delícia. Como podemos ver, pretendentes sem medo de mulheres poderosas não faltam para a Anitta. O que falta mesmo é tesão. Como nada é menos brochante do que bancar macho, ela decidiu que o que ela quer mesmo é um bofe milionário forte, independente e que não precisa do seu dinheiro para nada. Será que não serve um profissional liberal forte e independente que ganha R$ 30.000,00 por mês? Não, porque esse salário e troco é a mesma coisa para Anitta. Conhece aquela outra história da mulher casada com um maridão que ganha bem mais do que ela, mas que não acha que é sustentada porque trabalha e ganha sua própria merreca mensal? É fake news também, coisa que Anitta está cansada de saber. Não existe isso de não ser sustentado só porqu

O Macho Chorão

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  Chorei quando vi uma camiseta com o slogan "Acabe com a masculinidade tóxica: faça um homem chorar hoje". Chorei de rir, mas como chorar de rir também é chorar, chorei. Sempre choro de rir também com o fake news de que choro e masculinidade tóxica são incompatíveis. Ora, o choro é perfeitamente compatível com todos os tipos de masculinidade, não só as masculinidades não masculinas. Homens de verdade na verdade choram em vários momentos da vida, mas se você não está com saco para esperar pelo evento, é só dar um chute no saco. Nada como um bom chute na zona do agrião para deixar um homem emotivo. Caso você tenha problemas para apreciar a íntima relação que existe entre paulada nas bolas e emotividade masculina é porque provavelmente não tem saco para entender como homens processam as emoções. Outro fake news de chorar é aquele de que homens são culturalmente programados para não chorar. Isso é falso, verdade que pode ser trivialmente constatada no cinema, onde sempre podemos

Vovô Richards

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  O NY Post noticiou¹ que os Gen Z estão paralisados com a ideia de envelhecer e ficar feio. Na cabeça dos zellennials, de acordo com o artigo, a vida bem que poderia acabar aos 22. Feio a maioria já é, então não sei qual a razão para todo esse pânico. Um velho feio é igual a um jovem feio, só que velho. Devemos reconhecer, entretanto, que a virada dos trinta, que se avizinha para os Gen Zezinhos, é realmente uma das fases mais  traumáticas da vida.  É o momento em que não mais é possível empurrar a aborrecência tardia com a barriga e pretender que os anos nunca vão passar. Balzacas e Balzacos são obrigados, pela primeira vez na vida, a reconhecer que a juventude não só acaba, como já acabou, o que significa que agora você é oficialmente velho. Pior, não só é velho como ainda falta uma vida inteira para ter idade para estacionar em vaga de idoso, entrar em fila preferencial, andar de graça no busão ou se aposentar. É muita opressão. Muita. A vida é realmente injusta. Esse é o período e

O Discurso Proibido

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O problema de aceitar discurso de ódio como exceção ao direito da livre expressão vai além do fato de que se trata de conceito subjetivo e vulnerável ao jusmalabarismo interpretativo do agente público. Odiar, poderíamos dizer, é uma necessidade humana, uma emoção que não é afastada por nossa determinação de proibir que seja pronunciada. Não ser capaz de fazê-lo, aliás, nos impede de identificar quem são os que nos odeiam e quais são suas razões. Isso previne o diálogo honesto entre as partes, o que sabota nossas chances de eliminá-lo ou mesmo negociá-lo em termos que sejam socialmente aceitáveis. No já clássico artigo Why Can't we Hate Men¹, Suzanna Odeio Macho Walters argumenta¹ pelo direito de odiar homens. Censurar esse discurso é um grave desserviço à sociedade, já que nos impede de discutir abertamente com as Suzannas por que suas ideias deveriam ser alvo de ódio, e não homens.  Moluscolistas e Biroleibistas, por exemplo. se odeiam de forma apaixonada. Impedir que façam do seu

Mamãe Ursa

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  Catástrofes e calamidades sempre produzem dilemas éticos espinhosos, então as enchentes no Rio Grande do Sul estão fazendo com que pessoas tenham que abandonar seus pets para subir nos botes de resgate. O espaço que eles ocupam poderia salvar outra pessoa, mas o dilema que parece de fácil solução é na realidade emblemático para os que têm que abandonar seus bichanos, tão terrível que alguns preferem não ser resgatados para não ter que abandoná-los. Fui notificado aqui em casa pela patroa que, se tiver que escolher entre eu e os gatos, ela vai com os gatos no bote e eu fico. A ordem do meu Titanic doméstico, portanto, é mulheres e gatos primeiro, barbados que se barbeiem depois. Fás centido. De acordo com o raciocínio da minha digníssima, eu sou alto, portanto se minha cabeça fica acima do nível da água, eu tenho chances razoáveis de me salvar sozinho, coisa que nem ela nem os gatos conseguiriam fazer. Não fiquei absolutamente convencido com esse arrazoado, mas achei razoavelmente raz

Salvando o Mundo

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  Feministas pensam que mulheres feministas vão salvar o mundo, já que se ele for salvo por mulheres que não são feministas, aí não conta ponto no placar das meninas. A dura verdade é que feministas não são capazes nem de salvar mulheres no Afeganistão, que dirá o mundo. Adoro esses filmes em que mulheres fortes e corajosas que não precisam de macho para nada salvam o mundo, mas não devemos nos esquecer de que essas obras de ficção empoderada são fantasias de efeitos especiais de gênero criadas pela indústria do cinema para nos entreter. Na vida real, quando a água bate na bunda, o caldo entorna e a maionese desanda, as coisas não funcionam bem como mostra Hollywood. Você está provavelmente acompanhando o noticiário anunciar que voluntários em botes estão tentando resgatar vítimas da enchente no Rio Grande do Sul, e uma força tarefa de vários estados foi montada para auxiliar a população gaúcha nesse momento de calamidade pública. Ganha meia goiaba bichada com requeijão quem adivinhar

Meu Ursinho Carinhoso

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  Viralizou um video no TikTok¹ em que perguntaram a piriguetes americanas se elas preferem ficar presas na floresta com um homem ou um urso. É óbvio que elas escolheram o urso, então o meme sexista de ódio a macho do ursinho carinhoso está fazendo sucesso em páginas feministas, onde em massa mulheres confirmam que preferem o urso enquanto dão risada do quanto homens são mesmo escrotos e assassinos. Isso me lembra que o QI de humanos provavelmente está caindo porque ser idiota é hoje uma atividade segura. Na natureza selvagem, a seleção natural elimina os imbecis do pool genético, coisa que não mais ocorre com o urbanóide da era digital porque ser imbecil não é mais uma atividade fatal como era para os nossos ancestrais na floresta. Um dos raciocínios retardados por trás da preferência pelos ursos é de que eles matam pouquíssimas pessoas por ano, enquanto homens matam milhares de vezes mais. A pérola é digna do prêmio Darwin². Tubarões brancos, por exemplo, matam no máximo umas dez pes