Ela é só a Barbie

 

As inVejosas estão inconsoláveis, pois Ryan Gosling foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante pelo papel de Ken no filme da Barbie. Segundo Raquel Carneiro em artigo¹ para a revista inVeja, a Academia não ter indicado Margot Robbie para melhor atriz e Greta Gerwig para melhor direção supostamente prova que o filme estava certo: o patriarcado é opressor. Barbie recebeu² oito indicações, incluindo melhor filme, mas a ausência de indicação para melhor atriz e direção escuramente nos mostra que a inVeja é mesmo uma merda.

Posar de vítima do patriarcado com uma bilheteria bilionária, como fizeram Robbie e Gerwig, é uma atuação digna de Oscar, então a situação é, de certa forma, injusta, mas o fato é que inVejosa Carneiro está enganada. O filme se contradiz na sua crítica, e faz prova contra si mesmo, que é o que ocorre todas as vezes em que alguém deixa feministas falando sozinhas sem supervisão.

Quando Ken instaurou o Kentriarcado na Barbielândia, convertendo as casas de boneca em Mojos Dojo Casa House, as Barbies acharam aquilo um paraíso. Kens e Barbies passaram a viver juntos em harmonia, e é óbvio que as Barbies femichatas jamais iriam aprovar aquela demonstração indecente de masculinidade tóxica e chumbregância de gênero.

Para restaurar o status quo, as Barbies femichatas tiraram as Barbies do seu transe lembrando a elas o quanto o patriarcado é opressor. Esse roteiro, apesar de ter sido indicado ao Oscar, é padrão feminista de inteligência, já que as Barbies nunca viveram em um patriarcado, portanto é impossível fazer deslavagem cerebral apelando para memórias inexistentes. Pior, nenhuma Barbie sofreu lavagem cerebral dos Kens para ficar de calcinha molhada com o Kentriarcado, então não há nada lavado para deslavar. 

Os Kens simplesmente tiraram aquilo para fora e as Barbies se apaixonaram perdidamente pelo boneco de livre e espontânea vontade. Não há culpados nessa novela, pois ninguém tem culpa de ser gostoso, a não ser o Ryan Gosling. Por Frida, é muita culpa concentrada em um boneco só.

Greta Gerwig, inadvertidamente, contou a história do feminismo da segunda onda no seu filme. No passado, mulheres viviam felizes com seus pastéis de gênero, então, para removê-las do seu transe, feministas fizeram deslavagem cerebral apelando para memórias de opressão imaginárias. Viver em casa curtindo os kids enquanto é sustentada pelo maridão é opressão, lembra? Você era obrigada a casar, lembra? Você não tinha direito a opinião, lembra? Você não podia trabalhar, lembra? Você ganha menos que homens para fazer o mesmo que eles, lembra? Mulheres são mortas por serem mulheres, lembra? Indicaram outras peruas desclassificadas para o Oscar de melhor atriz, mas não você, lembra?

Frida escreve perto por linhas mortas, então a justiça da Deusa foi feita. O verdadeiro herói da Barbielândia é o Ken, que no final da história descobriu que há coisas melhores para fazer do que ficar mendigando atenção em troca de passar a vida sendo pisado e esnobado por inVejosas mentirosas e manipuladoras. Alguém dá um Oscar para esse boneco!



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