Luke, use a Força!

 


Narrativas ideológicas sempre estiveram presentes no cinema. Star Wars, por exemplo, escuramente contém agenda antinazista. É um elemento incidental e secundário, mas está lá, estampado na vestimenta Imperial e no uniforme de Darth Vader, a sinalizar que nazistas são os vilões da história. 

Embora exista de forma subliminar, a quantidade de ginástica mental que o sujeito precisaria fazer para negar que George Lucas está alfinetando nazis na sua obra é surreal, razão pela qual nunca ninguém se atreveu a tal demência. O mundo hoje está muito mudado, então a moda é negar até a morte as narrativas ideológicas embutidas nos filmes de Hollywoke, como a clássica agenda anti-homem, por exemplo. 

Todos os homens no filme da Barbie são escrotos ou imbecis, e os únicos personagens que produzem diálogos que têm aparência de ser algo pensado por alguém capacitado para fazer tal coisa são mulheres. A única exceção é o Ken. Ken não é imbecil, ele é profundamente retardado, o tipo de sujeito que, se existisse na vida real, seria diagnosticado como portador de alguma deficiência cognitiva grave. Tem que ser assim, pois a Barbie protagonista é a mais evoluída das Barbies, e já é clichê hoje em Hollywoke o recurso de enfraquecer ou desmoralizar o coadjuvante masculino para elevar a protagonista mulher, normalmente dotada de qualidades e virtudes infladas.

No filme, a diretoria da Mattel - fabricante da Barbie - é uma gangue de homens imbecis, quando na vida real, aquela do patriarcado malvadão, metade da diretoria da empresa¹ é composta por mulheres. Esse é o tipo de distorção mentirosa e escancarada da realidade que feministas usam de forma rotineira para manipular a opinião pública. Com alguns neurônios funcionando e um pouco de boa-vontade, não é difícil entender que a produção do filme definidamente não gosta de homens, então é surreal que existam pessoas que nem desenhando o mapa completo da panfletagem não conseguem enxergar onde está o tal do panfleto. 

Deve haver alguma explicação para esse milagre de Frida. Uma hipótese é que o mundo é formado em sua maioria por normies, pessoas medianas que não estão interessadas em inspecionar o mundo, pelo menos não naquele momento. Só o que elas querem é se divertir vendo o último blockembuster da hora, livre de compromissos intelectuais enfadonhos. Erradas não estão, já que ir no cinema para ficar fazendo análises complexas sobre o panorama político-ideológico por trás das cenas e pensar quais são as implicações práticas por trás das câmeras das agendas subliminares endossadas pelos produtores é coisa pra gente anormal. 

Sim, eu sou anormal, caso você não tenha notado ainda, mas gente que entra em rede social para ler textão de mais de cinco parágrafos não pode ser normal também, então somos dois, amiguinhe. Outra explicação possível para não se conseguir enxergar nem com mapa o que está na frente do nariz é que o padrão intelectual do sujeito é sofrível mesmo. O drama é bastante comum, e acontece nas piores famílias. Às vezes a pessoa até se esforça, ensaia um arremedo de raciocínio, mas o cérebro atrapalha.

Quando o sujeito tenta dar uma pensada mais forte, mas a massa cinzenta não colabora, a solução é não usar. É por isso que Obi-Wan dizia para o seu padawan quando ele tentava executar alguma tarefa mais difícil: Luke, use a Força! 


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