Indiana Jane

 

Indiana Jane e o Lacre do Destino estreia hoje nas telonas, portanto estou eufórico, e mal posso esperar para não ir assistir a essa encrenca. De acordo com minhas fontes¹, a projeção é de que será um flop com prejuízo apocalíptico, estabelecendo um novo patamar de naufrágio para a Disney. A House of Mouse é hoje uma serial flopper, e parece ter criado nova tendência em Hollywoke, que é a moda de fritar dinheiro dos investidores com mediocridades cinematográficas de orçamento faraônico que precisam de bilheterias Avatares apenas para cobrir os custos de produção e marketing.

Indiana Jones e a Última Flopada vai repetir a clássica narrativa de substituição, que já virou lugar comum em Hollywoke, onde o personagem homem é vilipendiado com fim de abrir espaço para a protagonista feminina, que não precisa de homem para nada, a não ser para usá-lo como corrimão da esperança na escalada rumo ao empoderamento. Poderíamos descrever esse fenômeno como tentativa de reengenharia social político-identitária, mas é possível também entendê-lo como mera propaganda enganosa, uma tentativa de fraudar o consumidor vendendo gato por lebre.

Até onde sei, a mania começou em maio de 2015. Como todo pagador de ingresso, entrei no cinema para ver o reboot de Mad Max, mas saí da sala de exibição confuso, sem entender por que o personagem principal, um Chuck Norris easy rider pós-apocalíptico, virou um coadjuvante nutella sojado no seu próprio filme. Sem problemas, pois em dezembro do mesmo ano, como todo fã de Star Wars, fui atraído ao cinema com a expectativa de ver Luke Skywalker, mas lá só havia Rey Skywoker. 

É possível saber que a produção estava de má fé, com plena consciência de que o espectador comprou ingresso para ver Luke, porque sua aparição foi usada como isca para atrair o público para o segundo episódio, o que no fim não ocorreu. O que surgiu na tela era um velho gagá e ranzinza com o cool na mão que aparece na história apenas para peidar na farofa e virar purpurina. Em resumo, Han Solo foi assassinado, Luke evaporou e Leia virou a Mary Poppins. Definitivamente não paguei para ver essa excrescência, portanto estou certo de ter sido vítima de um golpe caça-níqueis maliciosamente projetado para me fazer de pato.  

Entendo que a indústria quer salvar a própria pele conectando suas franquias moribundas com as novas gerações, mas o problema é que as novas gerações não estão nem aí para a Força. Tecnicamente, se você não sabe quem é A Testemunha, não entende quem é Indiana Jones, então já não há mais o que conectar na Arca da Aliança. Harrison Ford é só uma relíquia de museu que já estava velho demais para rodar Indiana Jones e a Caveira de Cristal, e que hoje está velho demais até para fazer as tradicionais piadinhas de que está velho demais que os atores que já estão velhos demais fazem nos filmes. I'm too old for this shit (Murtaugh, 1987). 

O projeto Make Indiana Great Again já fez água, o que me lembra que nenhuma dessas iniciativas de substituição mostrou resultado ainda. Sendo assim, creio que a sequência de Lacre do Destino - Indiana Jane e as Caçadoras do Flop Perdido - não corre risco de virar filme. Aguarde que para breve teremos a trilogia Make Star Wars Woke Again², com Rey Skywoker liderando o reboot da ordem dos forçudos. Vai ser épico. Mal posso esperar para não assistir esse megaflop delícia no cinema também.

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