She-Polin



Com score de 35% da audiência¹ no Rotten Tomatoes, a primeira temporada de She-Hulk chega ao fim estabelecendo um novo benchmark de mediocridade para as séries da Marvel. Recomendo com cerveja, já que She-Hulk é como o Chapolin Colorado, um super-herói tão tosco, mas tão tosco que acaba sendo divertido. É como aquelas piadas sem graça que você ri no final porque a piada é você por ter perdido tempo com aquela encrenca. No início é ruim e parece que vai terminar pior, e no fim parece que ainda está no início.


De acordo com a atriz protagonista² de She-Hulk, Tatiana Maslany, o show inteligentemente teceu uma história em que a própria audiência se tornou o vilão principal, e Jessica Gao, a roteirista da série, supostamente é um gênio por prever dentro da história que incels misóginos que tem problemas com super-herois mulheres não iriam gostar do programa. Atacar a própria audiência, prever que vai haver reação dessa audiência e se achar uma jênia por causa disso é algo bastante tapado, mas creio que é esse é o público alvo que Jessica Gao pretende atender: a feminista millenlial e o feministo lacrador. 

De acordo com a narrativa woke de ódio a macho da série, o mundo é composto basicamente por dois tipos de homens:  o tapado e o maligno. Se você não gostou da série, você é maligno, o vilão da história. Isso convence o - alerta de pleonasmo -  lacrola tapado que gostou da série de que ele é um macho virtuoso por pertencer ao grupo de homens tapados. Entender-se virtuoso por ser o tapado da história é uma coisa bastante tapada, mas enfim, Hollywoke declaradamente está fazendo um esforço sincero para se conectar com as novas gerações, então acho que está tudo dentro do script padrão da indústria.

O que temos aqui é uma pegadinha reversa onde o feministo tapado acha que a série foi projetada para trollar incels tóxicos, mas que no fim serve ao propósito de trollar jumentos que compraram a narrativa sexista de que ou você gosta da série, ou você é um incel tóxico. Jeguial. Evidente que esse resultado não foi previsto no script de Jessica Gao, mas se essa feminista millennial fosse capaz de prever alguma coisa, teríamos que admitir que ela é mais inteligente do que seu público alvo, o que definitivamente não é o caso.

Esse tipo de tática é comum entre feministas, e também bastante antiga. Feministos lambe-botinha são iludidos com a narrativa de que adular mulheres apenas por serem mulheres irá fazer com que eles não sejam os incels da história. É golpe, mano. Como podemos ver na série, enquanto She-Hulk smash the piriquita só com os alfas, seu séquito de mugidores tapados no Onlybois chupa bala e continua só no smash the piriquito. 

She-Hulk é a vaqueira da Marvel. Como sabemos, onde há vaqueiras, há boiada, então faz muuuu aí, amiguinhe...


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