Whitewashing

 


Whitewashing é como gordopositiva fazendo greve de fome para protestar contra a opressão magronormativa promovida pelo heteropatriarcado barangofóbico. Em teoria isso não existe, mas na prática também não. Em teoria também, whitewashing é a prática de trocar um personagem não branco por um branco por razões racistas. Na prática, se você está vendo whitewashing em algum lugar, trata-se de brainwashing promovido por Hollywoke, uma indústria que pretende convencer seu consumidor de que a indústria do cinema é racista para que ele acredite que essa mesma indústria é engajada na luta contra o racismo.

Somos obrigados a reconhecer que, se o sujeito acredita nessa lorota, não pode ser porque foi feito de otário, mas porque gosta de ser feito de otário. A vida é mesmo muito estressante, então só o que o cidadão médio quer é chegar em casa, relaxar, cair no conto diversotário da sereia black e depois ir para as redes sociais fazer cué cué para assustar os racistas e os supremacistos brancos. Bastante woke.

É possível inclusive medir o quanto o indivíduo curte ser pato contando quantas explicações possíveis ele consegue imaginar para a escalação de um ator branco para o papel de um não branco. Na escolha de James Franco¹ para o papel de Fidel Castro, por exemplo, se a única explicação que você consegue imaginar é whitewashing, ou seja, racismo contra atores cubanos, seu hobby definitivamente é ser pato, mas enfim, nessa vida cada um se diverte com o que pode ou o que acha que deve. 

O fato é que todo mundo sabe que esse papel é do Liam Neeson, que é mais parecido com Castro do que o próprio Fidel, mas como Neeson já está vovô, foi vítima de etarismo. Clássico caso de etowashing, que é quando uma personalidade que já está passada é passada para trás por um menos passada. Madonna já está passada para interpretar Evita Perón, mas na época em que ainda estava crocante interpretou a legendária argentina. Ainda que Madonnawashing seja uma hipótese que possivelmente explica o fenômeno, preconceito contra atrizes argentinas com certeza não é fator que motivou qualquer coisa na produção do filme Evita (1996). 

Da mesma forma, preconceito contra atores africanos não foi a razão pela qual Chadwick Boseman, um afro-yankee nascido South Carolina (USA), foi escolhido para interpretar o rei de uma nação africana em Black Panther (2018). Justiça seja feita, vários atores africanos estão nessa Disneylândia para garantir a famosa e cheirosa inclusividade. Black Panther, entretanto, é um filme gringo com uma história criada por gringos para ser consumida prioritariamente por um mercado gringonormativo, portanto é normal esperar que o filme vai ser projetado para fabricar identificação com gringos e afro-gringos. Os dois grupos são culturalmente mais próximos entre si do que afro-gringos são do urbanóide médio do continente africano, que dirá de integrantes de uma tribo africana. 

Há um sem número de razões válidas e não racistas para escalar atores com etnia ou nacionalidade diferente do personagem. Trocar o gênero e a raça de personagens de forma gratuita porque seu modelo de negócios é lucrar fabricando tensões sociais não é uma delas. Instrumentalizar sua agenda ideológica de ódio do bem fomentando desinformação e preconceito contra as supostas classes normativas também não.

Para falar a verdade, o único caso real de whitewashing que eu conheço é o do Michael Jackson, que por décadas se submeteu a uma série de procedimentos para embranquecer. Você realmente tem curiosidade para saber por que o cantor de fato fez isso? Ora, para comer cool de curioso. Que outro motivo ele poderia ter para fazer tal coisa? Não consigo imaginar nenhuma outra explicação, então a explicação que eu tirei do cool tem que ser a que explica esse inexplicável fenômeno.

Para mais escurecimentos sobre a debranquização anormalizatória da fenomenologia woke presente na cultura atual, siga esta página. 


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