Skywoker

 


Sim, está ocorrendo. Estamos no epicentro de uma alucinação Orwelliana coletiva fabricada pela cultura Woke, e é possível observar nesse momento wokensteens sofrendo lavagem descerebral para ajustar sua bolha de fantasia ideológica à narrativa imbecilizadora do momento. Para entender o processo é preciso primeiro observar que passamos a última década sendo martelados com o fake news woke fabricado por uma Hollywood em desconstrução de que protagonismo feminino forte no cinema, o famoso "strong female lead" (SFL), nunca existiu. 

O SFL seria uma novidade revolucionária feministeen introduzida pela indústria naquele momento, uma iniciativa com objetivo de combater o patriarcado cinematográfico opressor, que não aceitava mulheres protagonistas fortes. Em um passe de mágica, Ten. Ripley, Sarah Connor, Lara Croft, Violet Song, Xena, Alice, Beatrix Kiddo, Trinity e uma lista interminável de SFLs do passado foram vaporizadas e varridas para baixo do tapete para fornecer sustentação à nova narrativa. Até mesmo a mítica Leia Organa foi reinterpretada e reduzida a reles princesa, exemplo de mulher fraca e submissa que representava o protagonismo feminino do passado, modelo obsoleto a ser substituído por protagonistas femininas fortes, independentes e que não precisam de macho para nada, como a wokíssima Rey "The Future is Female" Skywalker.

Verdade seja dita, havia de fato uma mudança em curso. Hollywood estava abandonando o modelo SFL para investir em um novo tipo de protagonista feminino destinado a quebrar e ditar padrões na indústria: a Woke Female Lead (WFL). A WFL nada mais é do que uma SFL com a psique ajustada para melhor representar personalidade média da mulher feminista do novo milênio:  vitimista, paranoica, narcisista, arrogante e emocionalmente instável.
  
Como resultado desse processo de wokenização da protagonista feminina no cinema, wokensteens agora estão pedindo para parar de chamar protagonistas femininos¹ de propaganda Woke, algo que já vem ocorrendo há algum tempo, mas que ficou em evidência com o filme Prey (2022). É um pedido bastante difícil de atender, visto que toda SFL hoje é uma WFL em algum grau, exatamente como planejado anos atrás pelo script woke de Hollywood. 

O milagre de Frida, porém, já está entre nós. Histéricos com a conclusão de que agora toda protagonista woke vai ser chamada de propaganda woke, wokensteens miraculosamente recuperaram a memória que foi deletada por Hollywood e começaram a se lembrar de que protagonistas feministas fortes sempre existiram, mas ninguém dizia na época que elas eram propaganda ideológica. Não me diga...

The Woke Awakens.

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