She-Mãe



O primeiro episódio da série She-Hulk, disponível no Disney+, é uma metralhadora de memes feministas. Evidente é, entretanto, que o que ficaria mais evidente devido à raivosa natureza do personagem são os memes sobre a raiva feminina, que feministas estão raivosamente replicando por toda a feministosfera com fim de filosofar sobre o descontrole emocional diário que aflige as mulheres emocionalmente descontroladas. 

Por falar em descontrole emocional, gaslighting é a primeira linha de defesa da - alerta de pleonasmo - feminista emocionalmente descontrolada. Toda mulher surtada e treinada no lado Feminista da Força vai fazer gaslighting com fim de tentar convencer os patos impressionáveis de que dizer que uma mulher surtada é surtada é machismo, misoginia e opressão de gênero. É o caso dessa mãe histérica e manipuladora no video publicado pelo QoT, que praticou gaslighting com a própria filha ao tentar convencê-la de que não devemos denunciar a histeria de mães surtadas, porque quando pais agem de forma surtada com suas filhas, eles são considerados bons pais.

Essa é uma das narrativas feministas mais comuns, a de que homens têm autorização para surtar histericamente por serem homens, enquanto mulheres, por serem mulheres, são acusadas de serem histéricas surtadas só porque surtaram histericamente. Como toda narrativa feminista, esse tipo de delírio, além de intelectualmente fraudulento, confuso e totalmente sem noção, é precisamente o tipo de coisa que alguém histérico e surtado iria tentar empurrar para ver se cola.

A verdade sobre a histeria de gênero, como sempre é o caso, é precisamente o inverso do que feministas afirmam: homens, e não mulheres, são o gênero que não tem autorização para demonstrar raiva ou qualquer tipo de descontrole emocional. Mulheres, por sua vez, são o grupo na sociedade que têm autorização para ser emocionalmente descontrolado sem que isso seja considerado crime ou mesmo descontrole emocional. Nem mesmo crianças têm esse privilégio, já que, ainda que tenham autorização social para serem emocionalmente descontroladas, não conseguem se inocentar da acusação de serem histeriquinhas e surtadinhas quando são histeriquinhas e surtadinhas.  

Feministas, é claro, vão surtar e negar a realidade histericamente, mas o fato é que isso é o que diz a lei brasileira. Se Johnny Depp vivesse no Brasil, por exemplo, Amber Heard poderia processá-lo por violência doméstica por ter surtado histericamente e quebrado coisas perto dela, ação que constitui crime de abuso psicológico. Amber, por sua vez, pode surtar histericamente na frente de Depp, quebrar coisas, cuspir, arranhar, socar, chutar, fazer cocô na cama e colocar a culpa no totó, atirar objetos ou mesmo decepar partes do corpo do marido, pois isso não é nem mesmo considerado violência doméstica de acordo com a legislação.

Para feministas, o comportamento surtado de Amber será sempre justificado, já que mesmo quando a mulher é a agressora, ainda assim ela é vítima do patriarcado, um sistema que se nega a punir um homem quando o culpado é a mulher. Bastante opressor. Mais do que ser leniente com o descontrole emocional feminino, a sociedade o incentiva e o valoriza. Quando homens são emocionalmente instáveis, nós dizemos a eles que isso é masculinidade tóxica, bullying ou algum outro tipo de comportamento execrável. Quando mulheres são emocionalmente instáveis, nós dizemos a elas que isso é empoderamento feminino: you go, girl! Stunning & Brave!

Para não dizerem que estou mentindo, basta imaginar o que pensaríamos de Bruce Banner caso ele tivesse surtado histericamente, ficado verdão e atacado três homens gays apenas porque tentaram falar com ele na saída de um restaurante. Certamente diríamos que Bruce é um psicopata lunático e homofóbico, uma besta-fera maligna, insana e perigosa cuja série precisa ser cancelada e removida do streaming. Pois bem: Jennifer Walters destilou toda sua super-heróica homemfobia contra três indivíduos desarmados e indefesos em cena idêntica¹ no primeiro episódio da série She-Hulk, e todo mundo achou super-fofinho.

Para mais superdicas sobre super-heroínas homemfóbicas supersurtadas e superdescontroladas, siga esta página. 



 
"Se eu fosse homem, seria um baita pai"

"Mas, sendo uma mulher, vão dizer que sou histérica". No mundo onde a gente vive, um pai bravo é firme. Uma mãe brava é histérica. Mais um retrato do machismo. Paola Carosella no DiaCast

Publicado por Quebrando o Tabu em Sexta-feira, 26 de agosto de 2022

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