Natureba Vintage

 

Assistimos na geração millennial, pela primeira vez na história evolutiva da nossa espécie, o surgimento do Homo Feministus. Essa subespécie destosteronada de Homo Sojadus¹ pede desculpas por ser homem por acreditar que ser um jumento mugidor castrado e duplipensante é um modelo positivo de masculinidade. O Feministus é superado em grau de demência somente pelo Homo Feministus Brasiliensis, um quadrúpede ruminante nativo da selva digital brazuca.
 
É o que podemos observar no artigo² do feministo Marcelo Hessel para o site Omelete, uma crítica ao filme Top Gun Maverick (2022). Hessel é um jornalista treinado no lado lambe-botinha da Força, conforme podemos verificar pelo uso de jargões como emasculado, masculinidade tóxica, privilégio masculino, tensão homoerótica e outras pérolas descerebradas. Por falar em tensão homoerótica, Hessel está visivelmente erotizado quando menciona Tom Cruise, a quem apelidou de Mona Lisa, e sua tensa tentativa de destruir o filme a todo custo atinge níveis de psicopatia na afirmação de que o reencontro de Tom Cruise com um fragilizado Val Kilmer existe apenas para contribuir com a "viagem narcísica" de Cruise e colaborar para a "construção de seus privilégios masculinos" no filme. 

Val Kilmer, antagonista de Cruise em Top Gun (1986), está se recuperando de um câncer na garganta, e sua luta contra a doença foi registrada no documentário Val (2021). Tom Cruise se recusou a filmar a continuação de Top Gun sem Iceman, então a voz de Kilmer foi digitalmente recriada por uma AI³ para que ele pudesse atuar. Sua aparição, tanto no set de filmagem quanto em cena, está sendo mencionada como um dos pontos mais emocionantes do projeto. 

Para azar de Hessel, a crítica woke⁴ internacional está em peso se desmanchando em elogios com Top Gun Maverick. A continuação de Top Gun está sendo descrita pela crítica como superior ao original, um dos melhores blockbusters da atualidade, possivelmente um dos melhores de Cruise. O ator segue decidido não só a não se render à formula woke de imbecilização do cinema, como se recusa a estrear seus filmes no streaming ou filmar para essa mídia.

Sinto cheiro de jabá no ar. A netflixzação do mercado não atende aos interesses financeiros de Hollywood, portanto é possível que Maverick seja resultado de um esforço coordenado da indústria para trazer o consumidor de volta para as salas de exibição. Se irá funcionar, não sei, o que eu sei é que vou assistir Top Gun Maverick em iMax, com pipoca e MMs. Produto old-school, natureba vintage legítima, livre de desconstruções, transgênicos e outros insumos ideológicos tóxicos.

[¹] https://www.forbes.com/sites/neilhowe/2017/10/02/youre-not-the-man-your-father-was/?sh=6e4a3ff58b7f

[²] https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/top-gun-maverick-critica-filme

[³] https://www.independent.co.uk/arts-entertainment/films/news/val-kiler-top-gun-tom-cruise-iceman-b1911555.html

[⁴] https://www.rottentomatoes.com/m/top_gun_maverick

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