LIberdade de Excreção

 


Cancelocratas, desonestitários e outros floquinhos de neve acusaram forte o golpe da compra do Twitter por Elon Musk com a promessa de implementar a temível  liberdade de expressão na plataforma. Alguns, inconformados com a ideia de que sentaram gostoso na jaca, estão usando a tática de dizer que Musk é mau, feio e bobo. De acordo com periódico desonestitário Vox, o novo dono do Twitter nem mesmo sabe¹ o que quer dizer quando fala em liberdade de expressão.  

Em resposta aos deschupetados revoltosos, o bilionário usou sua própria rede social particular privada para tuitar que o que entende por liberdade de expressão² é simplesmente aquilo que é compatível com a lei. Prático, didático e descomplicático. Segundo o raciocínio de Musk, se as pessoas quisessem menos liberdade de expressão, elas pediriam por leis para obter tal efeito. Sendo assim, até que existam leis para coibir certos discursos, censurá-los é ir contra a vontade das pessoas. 

Como podemos ver, o bilionário pode até estar certo, mas não é por isso que deixa de estar tapado de razão. Por falar em razão, fica evidente também que não havia razão alguma para toda essa histeria escandalosa, pois a hora certa para ficar escandalosamente histérico é agora. Esse tweet cataclísmico do boss tá cacofatando o pior cenário possível para as viuvinhas do Twitter. Hashtag chupa que é de uva, senta que é de menta.

Um dos grandes dramas da era digital é que a histérica geração floquinhos até hoje não conseguiu se conformar com o fato de que a legislação americana não protege ânus ardido, portanto não adianta aparecer no tribunal argumentando que seu cool tá dodói e seus sentimentinhos estão feridos. O juiz vai mandar você pastar com base na Primeira Emenda, que garante liberdade de expressão inclusive para discurso de ódio. Sendo assim, se o floquinhos está com gatinhos por ter sido exposto a coisas traumáticas como fatos desconfortáveis ou opiniões contrárias, o único recurso que lhe resta é a grama. Grama é bom para aliviar paranoia histérica, então paste à vontade até ficar calminho. Um santo remédio.

Imagine ser um snowflake Yankee que cresceu no Twitter acreditando que errar pronome é crime hediondo, acordar um dia fora da sua bolha digital e descobrir que discurso racista, sexista e homofóbico não é crime nos EUA, ou seja, totalmente compatível com a lei. Dramático, especialmente porque desonestitários seriam os primeiros a ir para a cadeia caso discurso racista, sexista ou de ódio fossem ilegais. Não devemos nos esquecer que os EUA não são a Banânia. Lá, por exemplo, ao invés de ganhar lei com seu nome e cadeira vitalícia de mártir na Academia Brazileira de Tretas, falsa acusadora vai pra cadeia. Quando algo é ilegal nos EUA, aquilo é ilegal para todos, não só para as pessoas que você não gosta. Pior, não adianta nem mesmo apelar para a tática de dizer que tudo que você não gosta é Nazeesmo, pois a lei americana não censura discurso Nazeesta³ também. Gramou?

Chora, Monark! Certas coisas você só tem liberdade para falar no Youtube americano, um espaço mais evoluído e civilizado onde patos tagarelas são desmaterializados da existência digital para aprenderem a não serem patos. Algo não ser ilegal não significa que os anunciantes acham legal, então se você está usando sua liberdade de excreção para falar em seu podcast alguma merda que não poderia aparecer em um comercial da Coca-Cola, você já está com o cool na reta. Quando o cool das pessoas está na reta, a solução é lutar até o último centavo: Elon Musk compra o Twitter, você, a Coca, cué cué? 



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