Monareta

 

Está na moda entre desonestitários fazer o que sempre fizeram, que é tirar coisas de contexto ou mesmo espalhar que alguém disse o que nunca falou para fabricar histeria viral coletiva. Foi o que aconteceu no caso¹ do declaradamente bêbado podcaster Monark, acusado de fazer apologia ao nazismo por dizer que a esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, portanto defende que nazistas também tenham direito a ter partido. 

Precisamente o mesmo ponto foi defendido pelo jornalista Leandro Narloch² em matéria da inVeja, em 2015, que não foi acusado de fazer apologia ao nazismo pois ninguém na mídia oficial ordenou à manada que fizesse tal coisa. A diferença entre fazer apologia ao nazismo e defender que exista no Brasil o direito à constituição de um partido nazista é a mesma que existe entre fazer apologia ao uso de maconha e defender a descriminalização da droga. As duas primeiras são crime, enquanto as duas últimas são posições sobre o que deveria ou não ser crime.

Nos EUA, a Meca intelectual do desonestitarismo, existem partidos nazistas³ legalizados, e a Ku Klux Klan⁴ ainda está ativa. Liberdade de expressão é garantida no país, inclusive para discurso de ódio. Isso é errado, pois o certo, de acordo com desonestitários, é autorizar discurso de ódio apenas para os grupos que eles escolhem. Também querem para si o poder de decidir sozinhos o que é discurso de ódio. Afinal, é inútil criminalizar a prática se você não pode decidir que tudo que você não gosta cai nessa categoria. 

Saudades da minha Monareta. No meu tempo, a única coisa que você precisava para ser popular com as meninas era uma Monark. Ao menos era isso que assistíamos nas mídias oficiais da época. 




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