Espremer, um ato político

 

É parte integrante da mitologia feminista a ideia de que neuroses sexuais das mulheres têm origem na repressão patriarcal da sexualidade feminina. Aparentemente o patriarcado viveu, e ainda vive, em cruzada para inibir e desautorizar o prazer feminino, o que produz toda sorte de neuroses e bloqueios. Em outras palavras, a piriguete senta livre e desimpedida em mais de duzentas rolas, continua rodando o carrossel alucinada até espatifar no the wall, fala que adora dar em rede nacional pois sabe que isso renderá aplausos e likes, mas não se masturba por ser vítima de inibições patriarcais opressoras. Pode isso produção? O que temos então é ou talento em excesso para ser ideologicamente intoxicada, ou muito talento para ser neurótica. Não faz muita diferença, já que as duas coisas são praticamente a mesma coisa. Feminismo é neurose ideológica fabricado por mulheres com necessidade patológica de ruminar suas neuroses com pintos, vulvas e clintons.

Às vezes me pergunto o que aconteceria se o tal patriarcado autorizasse mulheres a ter prazer. Ia faltar rola. Homens iriam fugir apavorados em desespero de mulheres, pois não iriam conseguir dar conta do recado. Run, Forrest! Run! Corra para as colinas pois o patriarcado acabou e a mulherada tá soltinha, liberada e curada das suas neuroses sexuais. Que horror. Fiquei com medo agora só de pensar. Cancela esse feminismo logo de uma vez, pois isso vai acabar em Apocalipse zumbi, com direito a Frida descendo gloriosa e eluminada dos céus para castigar os machos com chicotinho. Ui, que delícia!

A fisiologia sexual de homens e mulheres é bastante diferente, e a função do orgasmo feminino na nossa espécie permanece difícil de explicar, mas a neurose ideológica feminista exige performance igualitária de prazer entre os sexos. Se tal não ocorre, isso é evidência de opressão patriarcal. Outra neurose sexual comum entre feministas é não saber se goza e agrada ao macho satisfazendo sua tara machista por extrair orgasmos de mulheres, ou não goza e satisfaz sua tara misógina de inibir e desautorizar o prazer feminino. A vida sexual da feminista hetero é terrivelmente complicada e neurótica, em especial porque seu objeto sexual é a coisa que é obrigada a desprezar por força de intoxicação ideológica, razão pela qual uma feminista só se sente plenamente engajada na missão de Frida quando é lésbica. 

Lésbicas, na minha opinião, deveriam ser estudadas pela NASA, pois arrotam que sua vida sexual é melhor que a das heteros, embora sejam vítimas de dupla repressão patriarcal: desautorização e inibição do prazer feminino e do prazer lésbico. Isso prova em definitivo que o velho deitado está sempre certo: tudo que é proibido é mais gostoso. A cura para as neuroses sexuais femininas, portanto, é reprimir mais, e não menos. Não conte isso a feministas a não ser que seu objetivo seja fazer com que fiquem mais neuróticas do que já são, se é que isso é possível.  

No tempo do meu avô, diziam aos pirralhos que masturbação era pecado, que nascia cabelo na mão e que eles poderiam até ficar cegos. Foda-se o cabelo, foda-se a cegueira, foda-se a minha alma imortal. Quando o creme começa a pressionar o cérebro, não há o que fazer: tem que espremer para fora aquele creme maldito que está te alucinando. Estamos falando de uma realidade onde havia tratamentos para curar punheteiros da sua perversão, como por exemplo, amarrar as mãos do pirralho à noite para garantir que nenhum creme será derramado. Era um mundo masturbofóbico. Felizmente hoje, não há cura para o que não é doença, coisa que com certeza concluíram após verificar que dá bem menos trabalho liberar a punheta do que fiscalizar.

Vários mártires da luta pela liberação da punheta foram torturados no passado para que os de hoje pudessem espremer o creme em paz. Punheta, portanto, é um ato político, um grito de resistência contra as forças malignas que querem controlar seu corpo e cercear seu direito de livre espremer com o objetivo de escravizá-lo a vaginas e suas custosas demandas, financiadas pelo acúmulo creminoso e enlouquecedor de creme no cérebro, que no passado forçava homens a tomar decisões que jamais tomariam se tivessem acesso a uma simples bronha salvadora. Nada desse histórico de heroica luta pela libertação do periquito existiu para a masturbação feminina no passado, e certamente não existe hoje, então ter que ouvir que mulheres se masturbam menos ou tem problemas com isso em razão de sua educação patriarcal repressora me dá gatinhos. 

O fato é que mulheres não se masturbam tanto quanto homens porque isso dá muito trabalho. Se eu tivesse que fazer um curso online sobre manobras¹ para espremer suco, como criar um clima com meu dedo, qual a endedadura e ângulo correto do dedo, luminosidade do quarto, temperatura, umidade relativa do ar, acessórios, informações sobre anatomia, som ambiente com trilha sonora relaxante, estímulos externos, roupa de cama adequada, posição das pernas, técnicas de identificação e correção de erros, tudo isso só para espremer uma porra de um suco que nem espremendo meu cérebro está, eu chamava um homem para espremer o suco pra mim. Homem é pra isso mesmo. Chame um técnico espremedor habilitado que ele resolve. Resolvido seu problema. Próximo problema, please.

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