Recuse a Pornificar

 

O mundo é extremamente pornificado pelas mulheres, então elas se olham, acham feio o que estão fazendo, e concluem brilhantemente que não precisam assumir nenhuma responsabilidade por suas ações, como de costume. É só continuar se pornificando e culpar homens por algo que eles não têm poder de decidir, como decidir o que as mulheres vestem, quanto de maquiagem usam, quantos mililitros de silicone vão botar e onde, como elas se comportam, com quem elas fodem, o quanto elas fodem, por quais razões, etc.

No mundo real, fora da bolha do Recuse a Pensar, mulheres têm a opção de ser invisíveis, visíveis em razão da sua competência, fodíveis, uma combinação dessas coisas, ou mesmo nenhuma dessas coisas. Como ser visível por causa da sua competência - a única opção que homens possuem - dá muito trabalho, muitas que podem, para desespero das que não podem, preferem ser fodíveis. Isso muitas vezes, para não dizer em todas elas, tem retorno muito maior, tudo com menos stress, menos esforço, menos talento, além de ser mais gostoso, já que se foder fosse ruim, ninguém fodia.

Uma faxineira cobra R$150 por um dia de trabalho. Isso é o que uma puta ralé cobra por 30min no serviço de fast-foda. Na hora que eu pago fico com vergonha, mas meu orçamento não me permite pagar mais do que R$150 por uma manutenção rapidinha, sem amor nem beijinho. Nem peço pra faxineira fazer cara de que está gostando daquilo. Desde que faça um servicinho ao menos mais ou menos, pode fazer cara feia, pois se eu tiver que pagar mais que isso por serviço completo, barba, cabelo e bigode, com tudo que tenho direito, aí vou ter que tratar a faxineira como trato as putas: fico na mão que é mais negócio. 

Estou falando das putas do baixo clero,  porque as profissionais padrão executivo não fecham contrato por hora, e o preço é muito, mas muito mais salgado do que esse. Algumas chegam a faturar milhares de reais por hora só para ficar fazendo pose, porque esse negócio de ter que fazer alguma coisa além de pose para ganhar dinheiro é coisa de puta proletária. Rico que é rico mesmo ganha dinheiro sem trabalhar, e só trabalha quando está com vontade.

O mercado sexual é o único em que o cliente é o vilão e o fornecedor é a vítima. Até para simples comportamentos inocentes, como acessar uma rede social, o usuário pode desenvolver vício ou se tornar dependente de alguma forma, então atribuímos ao fornecedor um certo grau de responsabilidade pelo produto que controla e oferece. Só para sexo essa lógica não vale. Mulheres querem vender sexo, vender o próprio corpo, mas não só se eximem de qualquer responsabilidade pelo produto que oferecem, como pretendem que toda responsabilidade sobre o negócio seja do cliente. 

No mercado sexual, mulheres inclusive querem se eximir da responsabilidade de admitir que estão vendendo qualquer coisa enquanto exigem que o cliente continue a se comportar como alguém que está comprando algo. Não satisfeitas com essas cláusulas draconianas, ainda pretendem receber tratamento de cliente vip com direito a consumir uma experiência única e edificante, invertendo totalmente os pólos da relação entre usuário e fornecedor, o famoso poste querendo mijar no cachorro.

Se lidássemos com sexo como fazemos com as drogas, vender seria crime hediondo, e o consumidor seria tratado como doente chapável, tratável, inimputável e recuperável. Se você tem problemas de drogadição por vagina, consulte seu médico. Antes um passarinho na mão do que um falido voando. Já vi indivíduos indo para a latrina por causa desse problema. Não seja você a próxima vítima das vítimas inocentinhas fodíveis sem capacidade de escolher. Muito cuidado é necessário, aliás, na hora de filosofar sobre esse tal de fodível. Se você acha que mulheres são fodíveis, o fodível pode ser você.

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