Till Death Set Us Apart

 

A insistência em rotular homens como homoafetivos nada mais é do que bullying e shaming, um reflexo da misandria dos tempos atuais, que em última análise é explicada pelo ressentimento das mulheres com sua completa incapacidade de cumprir sua diretiva cultural de ser tudo o que homens são e fazer tudo que homens fazem, posto que sofreram lavagem cerebral para acreditar que são clones de homens com genital trocado. Tal crença invariavelmente vai causar dor, desorientação e déficits de autoestima. Um pinguim que acredita ser uma gaivota de asas curtas jamais vai viver em paz com sua natureza.

Afeto, por definição, não possui conotações sexuais, embora possa existir em relações baseadas em sexo. Não amamos com os genitais, embora possamos fazê-lo. Ao que me consta, o gênero que tem dificuldade de separar afeto de sexualidade não é o masculino, como podemos comprovar com o livro Como sair com Homens quando Você Odeia Homens¹, um manual que pretende ajudar a misândrica mulher moderna a livrar-se da sua peculiar conexão entre afetividade e sexualidade com fim de garantir que possa ter vida sexual nesses tempos em que odiar homens não só é atividade normalizada, como equiparada a virtude e justiça social.

Relações de camaradagem entre homens através das eras foram, literalmente, forjadas em combate. Não estamos falando de alguém disposto apenas a morrer por você, mas de alguém disposto a morrer COM você. Esse é o sacrifício último e definitivo a fazer pelo outro, já que se o outro não vai sobreviver, a única função que sua morte cumpriu foi a de entregar alento ao companheiro em seus últimos momentos. Till death set us apart.

Amigo que é amigo já chega dando voadora na hora que a pancadaria começa. Mesmo que ele não te salve, ao menos os dois vão apanhar juntos. Homens conectam-se não só por afeto e admiração, mas por meio de honra e dever. Lado a lado até o hospital mais próximo, mas também ao inferno se necessário. Não espere esse nível de comprometimento infernal das meninas. 

Sim, homens mantém relações de amor entre si. É algo que mulheres cobiçam  pois não é coisa que consigam fazer. Poderíamos inclusive sugerir que sua dificuldade de separar afeto de sexualidade seja bidirecional: mulheres hetero não transam entre elas, portanto amar sua igual de forma completa é uma dificuldade. Ímpetos lésbicos entre mulheres hetero provavelmente têm origem na sua necessidade de fechar essa lacuna e encontrar-se profundamente na outra, algo que esperam conseguir com sexo. 

Se você observar o sexo lésbico ocasional ou mesmo alguns aspectos da lesbianidade, verá que sexo entre mulheres está em grande parte sustentado não na libido, mas na cumplicidade entre fêmeas, no desejo de completar-se na outra. Homens completam-se profundamente de uma maneira que mulheres nunca vão conseguir entender, mas eles não precisam de sexo para fazer isso.

É também falsa a presunção de que homens não mantêm relações de afeto com mulheres, enxergando nelas apenas um objeto sexual. A primeira coisa que um homem faz ao nascer é estabelecer uma relação insubstituível de afeto de natureza não sexual com uma mulher: sua mãe. O processo prossegue com suas irmãs, tias, amigas, professoras, colegas, etc. Eventualmente homens irão sobrepor afeto, amizade e admiração com atração sexual. É impossível não fazê-lo sendo um ser heterossexual pertencente a uma espécie sexuada. 

O mesmo, entretanto, pode-se dizer de mulheres, então nada há a observar aqui, a não ser pelo fato de que mulheres mentem ao afirmar que não fazem exatamente a mesma coisa. Apresente a uma mulher hetero um homem admirável e atraente e o que temos são calcinhas molhadas. Admiração por homens, para mulheres, é afrodisíaco, então esperar que admiração por mulheres funcionasse como antídoto contra tensão sexual para homens é falhar em ser razoável. Isso é bem mais do que mulheres estão em condições de dar.

Vale lembrar que homens têm pouquíssimo problema em manter relações de afeto, admiração e amizade com mulheres que se sentem sexualmente atraídas por eles, ainda que a atração não seja correspondida. Não é algo que se possa dizer de mulheres, que sentem-se desconfortáveis na presença de homens sexualmente atraídos por elas na ausência de atração mútua. Está aí mais uma coisa que homens fazem com naturalidade que mulheres têm dificuldade para fazer.

Por fim podemos com certeza dizer que mulheres enxergam homoafetividade no amor entre homens pois essa é a maneira que encontram de se visualizar como o equivalente de um homem. Não são. Amor não é homo, nem bi, nem hetero, nem trans, é só amor, o que mais uma vez prova que são mulheres, e não homens, as criaturas incapazes de separar sexo de afeto. A inveja, afetuosamente temos que reconhecer, é uma merda. 

Amor de homem é incondicional, não é ação subordinada, não é um contrato com cláusulas miúdas. Quem ama, ama. É da natureza dos homens fazê-lo, e nenhuma inveja do mundo vai mudar isso. A proteção contra a inveja, aliás, é a lisonja. A cura, por falar nisso, é o amor. Ownnn... Quem ama não inveja, então misandrize-se, se esse é o seu desejo, mas com moderação.

Friends will be friends. Get over it.



Postagens mais visitadas deste blog

O Fardo da Mulher Extrovertida

Calabresa Fagundes

A Casada e o Shortinho

Iara Dupont

O Mundo de Cinderela