[GATILHO: Modo freudiano psicanalítico ultraortodoxo empoleirado ON]

Como sempre digo, não faço análise pois isso é perigoso para o analista. Eu vou analisar a analisada dele, e dificilmente o indivíduo vai sobreviver sem traumas severos a essa experiência. Considerando que Verinha Dias, a psicanalista que gosta de transformar suas análises fanfic em charges empoleiradas, não é minha analista nem está analisando minhas neuras, creio que é seguro analisar a análise dela.

Verinha pensa que ter o desejo de que uma mulher mude em alguns detalhes  é um relacionamento abusivo e manipulador. Veja bem, o indivíduo analisado deseja que a companheira mude em algumas poucas coisas, e isso equivale a transformar a mulher em uma coisa radicalmente diferente do que ela é e violar sua identidade. Analisando a analisada de Verinha, podemos descobrir que ela faz o tipo de parceira megera, arrogante e insuportável que não só pensa que deve ser venerada por ser insuportável, como acha insuportável alterar uma ínfima vírgula de si com fim de agradar o parceiro. Na mente de Verinha, qualquer ato que uma mulher pratique que tenha como objetivo deixar seu parceiro feliz e satisfeito é sinal de que ela está sendo vítima de abuso psicoanaliticológico, um ato machista e misógino.

Mulheres como Verinha não são assim do nada, não vieram ao mundo prontas. Ela é o somatório da sua idade, todos os seus relacionamentos passados, mais décadas de intoxicação feminista no cérebro. À medida que os anos avançam e os relacionamentos se sucedem, mulheres tornam-se progressivamente mais malas e mais exigentes. Elas poderiam arranjar um homem que estivesse em conformidade com suas necessidades para que não fosse necessário transformá-lo completamente, mas tal homem é uma impossibilidade teórica para as meninas, especialmente se elas forem feministas. 

Todo homem com o qual elas topam precisa de uma quantidade massiva de alterações para atingir o patamar de mera suficiência. Anular-se por completo para atingir os padrões de Verinha, é claro, não significa que o bofe está sendo vítima de relacionamento abusivo. Pelo contrário, a vítima de relacionamento abusivo é ela, já que seu macho evidentemente está de má vontade e teima em não fazer o esforço necessário para evoluir como indivíduo. Entenda-se como evolução aqui transformar-se naquilo que sua deusa e proprietária acha que merece. 

Poucas mulheres hoje não vão rodar o carrossel. Elas só vão parar quando os cavalinhos para sentar estiverem diminuindo e o relógio biológico começar a fazer tic-tac. Nesse ponto elas já estão na corrida atrás do FrankenChad, que é um homem imaginário que mulheres inventam. O Franken é uma composição feita com pedaços de tudo o que já viveram até então. Ao longo do carrossel, mulheres já transaram ou tiveram relacionamentos com homens com tico gostoso, outros que eram inteligentes e interessantes, outros eram cultos, alguns tinha grana, outros excepcionalmente bonitos, etc. 

A capivarete então pega todas essas delícias e monta seu projeto de homem básico, que é basicamente o básico do que ela precisa para ser feliz. Afinal, se ela já pegou ao menos um com cada uma dessas características, não há razão alguma para pensar que agora que já está treinada, rodada e viajada não possa arranjar um que tenha todas elas. Agora é pra passar a régua e se aposentar, então tem que escolher bem escolhido para não se arrepender depois. 

Vai ficar procurando o FrankenChad até morrer abraçada nos gatos e vibradores, já que está oferecendo Ford Ka capotado e sem freio em troca de Ferrari edição limitada. Mesmo que, por milagre, ela conseguisse fazer essa transação sobrenatural, já sabemos o que iria acontecer. A Ferrari teria que passar por uma série de modificações para chegar no ponto de máquina que ela quer. Como dizia um tenente no quartel onde servi após uma ordem unida perfeita e treinada à exaustão: está bom, mas pode ser melhor. 

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