Cupiosexualidade Feminina

 


Definitivamente virou moda inventar inutilogismos, que são substantivos que você fabrica para definir algo que já existe, enquanto finge que algo totalmente novo foi inventado. O último inutilogismo que descobri é o tal de cupiosexual, que é um assexual que não experimenta atração sexual, mas ainda assim tem o desejo de envolver-se em comportamento sexual ou ter relações sexuais. Sim, claro. No meu tempo, o nome que a gente dava para isso era fêmea, também conhecido como mulher.

Mulher que quer dar não existe, o que tem é as que não querem dar, mas estão sempre dando. É um estado de espirito tão peculiar que às vezes elas dão sem nem mesmo saber por que estão fazendo aquilo. Está na festa, enche a cara, e de repente começa a dar. Ela não foi na festa pensando em dar para alguém, não queria dar pra ninguém, mas deu. Mas deu por quê? Não sabe. Dar com certeza não queria, mas, quando deu por si, já tinha dado. Nada foi culpa dela, já que ela nem gosta de sexo. Deve ter sido culpa do homem. Sendo os únicos seres sexuados da espécie, se rolou sexo, toda aquela sacanagem ensandecida só pode ter sido ideia deles.

Ultimamente a memória delas têm melhorado com o álcool, já que elas lembram em detalhes o que estava acontecendo na hora em que elas não sabiam o que estava acontecendo. Antigamente não era assim, já que elas não lembravam nem como é que engravidavam. Sei lá, estava no quarto, aí uma pombinha entrou pela janela e pousou no meu ombro. À exceção do detalhe da pombinha, do resto não lembram de nada. 

Não há libido nem qualquer tipo de tara na mente feminina. Sexo para elas é como tirar meleca do nariz. Não há prazer naquilo, é só um tipo de transtorno obsessivo compulsivo. É sujo, nojento, mas o dedão tá sempre lá coçando o cérebro. Tatu elas não tiram, pelo menos não quando há alguém olhando. As meninas não são como os homens, que é só parar o carro no sinal que já começa a faxina no salão. Faz aquela bolinha delícia que não desgruda do dedo de jeito nenhum, e fica lá sem saber o que fazer. E agora, o que eu faço com isso? Raspa no painel, joga pela janela, engole? Tem que decidir logo, porque o sinal já está verde e tem chato buzinando impaciente. Qualquer semelhança dessa situação e mulheres com um pinto na mão não é mera coincidência. 

A pose do cupiosexual é característica. Está sempre com aquela cara de quem nunca viu pinto, não quer ver e tem raiva de quem viu. Comportam-se como se transassem entre elas, já que acreditam com convicção que homens não fazem a mínima ideia do que elas aprontam nos bastidores. Tenho essa impressão assim que elas começam a falar mal de pornô porque passa uma ideia errada do que é sexo, e incentiva meninos a pedir coisas que elas não se sentem confortáveis em fazer. 

Ezatamêintchy. Querer fazer não querem, mas assim que houver disponibilidade de horário, já saem fazendo. Talento cênico puro combinado com amor à profissão. Talvez seja isso que move o cupiosexual: o desejo de incorporar um papel, fazer uma cena grandiosa e depois correr pra plateia pedir um Oscar. Melhor atriz, melhor atriz coadjuvente, figurino, coreografia, fotografia, maquiagem, roteiro, efeitos especiais e edição de som. Enfim, há categorias para todas. Um verdadeiro festival.

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