Língua e Opressão




Os prints são de uma mana em desespero tentando catar opressão até em peido. Já começa sujando tudo as fralda quando tenta comparar solteiro não com solteira, mas com mulher-solteira, um substantivo composto que já é composto justamente para significar coisa diferente do feminino de solteiro.



Seguimos sujando as fraldas com as palavras patrão e patroa. Um é chefe, e outra é dona de casa. Mas quem é a tal de patroa? Exatamente isso que você pensou: a mulher que manda no patrão. Patroa é um termo muito antigo na cultura que revela uma medieval e desconfortável verdade que feministas não revelam. Da porta de casa pra dentro, quem caga ordem é a mulher. E fora de casa, caso o bofe seja casado, também. Por lei, homens não podem nem mesmo movimentar seus bens sem autorização da patroa, que é a autoridade que supervisiona os seus, digo, os bens do maridão opressor. Essa dominação patriarcal é mesmo muito opressora. É o que feministas definem como escravidão da mulher. Imagine se a tal patroa tivesse alguma autoridade real e efetiva. Por Zeus! Cagava em cima do patrãozinho como se ele fosse um monte de bosta. Não por coincidência, é o que feministas fazem com feministos. Cagar ordem é coisa de menina, engolir a ordem cagada é coisa de menino. Não esqueça de lamber a botinha e balançar o rabinho para mostrar que está feliz. Os feministos adoram igualdade de gênero estilo feminista.



Homem galinha e mulher galinha não vou nem falar, já que homem galinha é pejorativo, e não elogio. Ser galinha na realidade atrai mais preconceito para homens em funções públicas. Um deputado galinhão vai ter sua moralidade questionada, já uma deputada galinha é só uma Cicciolina campeã de votos. A macharada adora depositar voto na urna dela. Temos na definição de mulher galinha o sinônimo vagabunda. Essa palavra é um privilégio sexista de fêmea. Homens que não produzem renda são vagabundos, alvos de estigma severo, mas isso não ocorre com mulheres. Se a mulher não trabalha, basta ser filha ou patroa que está tudo normal. E se a mulher não é essas coisas, mas é independente e empoleirada sem trabalhar, o que isso significa? Exatamente o que você pensou. Está obtendo renda na base do Xerecard. Trabalha com sistema de leasing, time-sharing, aluguel por hora ou temporada. Enfim, uma profissional do séquisso.

A ideia de que é sexismo a existência de certos vocábulos com significados diferentes de acordo com o gênero é uma pérola duplipensante feminista. Mulher virgem é pura, espera porque quer. Homem virgem é um perdedor, espera porque não consegue mulher. Isso é sexismo contra homens, mas feministas ficam pianinho nas horas em que a língua é sexista com homens. A cereja do bolo duplipensante feminista fica com as bombeiras. Quando uma bombeira posa de biquini usando o nome da corporação e leva pito o que as feministas dizem? Machismo. Não é incomum mulheres nas corporações fazerem essas exibições objetificando o próprio corpo. Isso ocorre por iniciativa das próprias mulheres. Se não pode reclamar nessa hora, também não pode reclamar com bombeiras de biquini no Google. Está tudo normal, já que essas mulheres consentiram posar para essas fotos e não há nada imoral nelas. 



Atenção para a bombeira com foto de uniforme, que deveria ser a imagem sóbria. Batom, brinco, cabelinho pro lado, pose, hummm... nem em serviço dentro do quartel elas não se aguentam e têm que dar uma objetificadinha. Não vemos bombeiros serelepes fazendo exibições no Instagram por aí para fazer marketing da crocância do macho bombeiro mangueirudo, então porque deveríamos encontrar isso no Google? Soldados, aliás, não têm direito a vaidades dentro da corporação. Sem barba hipster, sem bigodinho, sem brinco, cabelo cortado na máquina zero e sem recortes, etc. Já mulheres, as oprimidas pelo machismo dos tirânicos quartéis patriarcais, possuem vastas liberdades na hora de dar um trato no look. Oprimida pela objetificação do patriarcado, sim, baranga nunca! Na hora de apagar incêndio, o cabelo e a maquiagem tem que estar em dia. É, fás centido.

Mas vamos supor, apenas por supositório hipotético e teorético, que tudo isso que eu falei é machismo de macho misógino com medo de perder seus inexistentes privilégios. Exatamente qual é o perigo objetivo e relevante que mulheres correm ao serem vítimas dessas coisas? Exatamente isso que você pensou: nenhum. Bosta nenhuma com relevância zero é o que feministas definem como violência de gênero. Mulheres preocupadas com nomes sexistas e fotos de bombeiras com roupa de baixo não são empoderadas. Isso é o contrário de empoderamento. O nome disso é mimimi de criança mimada, mera falta do que fazer. 

Essas são as heroínas que assistem Vikings no Netflix e ficam se achando a Laguertha, ferozes guerreiras empoleiradas que despacham pelotões de machos na porrada. Menas, mana. Beeeeem menas. A empoleirada surta por causa de vocábulos inofensivos e tem ataques histéricos por causa de oi de homem feio no Messenger e ainda quer posar de Coração Valente versão periquita anglo-saxônica superpoderosa. Piada pronta. Nem precisa alterar essa trama verídica com recursos cênicos para obter mais impacto cômico. A verdade nua e crua já é mais do que o suficiente.

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