Arquitetura Ejaculatória

Todo mundo enxerga o mundo por meio do conteúdo do seu cérebro, a lente que nos permite visualizar, interpretar e entender a realidade. Mas o que feministas enxergam no mundo? Só rolas opressoras a assediar e enrolar mulheres por todo canto, é claro. Caralhos creminosos é possivelmente a única coisa que existe a ocupar espaço naquelas caixolinhas ardendo apertadas. A meta de delírio feminista já foi espremida há tempos, então agora dobraram a meta e estão alucinando rolas ejaculatórias até em prédios e pontes pra pedir bis. 


Mas cacete, qual é a porra do esporro com caralhos ejaculando? Exatamente quando meu pau transformou-se em símbolo de sexismo e misoginia, um bastião fálico de opressão de gênero a se acabar na cara das mulheres? Esse papo de que feminista não engole a opressão creminosa do patriarcado ejaculador é marketing dos mais farsantes, não passa de pose de madame a enganar os incautos. É precisamente quando o suco da opressão acaba que elas se sentem oprimidas, vítimas de um creme sem autor, delírio de dor sem castigo. Todo homem sabe muito bem que rola rola nos bastidores das teóricas, das leigas, das diletantes, das não iniciadadas e das não aderentes, então não queira me enrolar com esse papo de rola arquitetural maligna a expelir o leite masculino tóxico da opressão feminina. 

Temos rolas de todos os tamanhos, cores e sabores representadas na arte e na mitologia através da história. Curiosamente, o protagonismo vaginal é difícil de encontrar, embora tenhamos uma profusão de estátuas barrigudas em ode à gloriosa santidade da fertilidade feminina. Tudo isso são representações e encenações sobre nossa biologia, tentativas de entender o fenômeno da sexualidade humana por meio do único instrumento disponível aos nossos ancestrais para atingir tal fim: a arte, o lírico e a narrativa. 

Lirismo talvez seja o que falta às urbanóides digitais na apreensão do mundo, já que não sabem o que nossos antepassados sabiam, que a mente sexual do homem está no falo, enquanto a da mulher está no útero, o verdadeiro órgão sexual feminino e a fonte que explica e informa a psique sexual da mulher. Tal coisa está escondida de nós hoje em razão da tecnologia anticoncepcional, uma novidade cultural absolutamente recente na história da civilização, mero fragmento de nanossegundo se comparado à história evolutiva de nossa espécie, o palco onde de fato foi encenada a gênese de nossos comportamentos e instintos sexuais. O que Freud estrumbica, Darwin explica.

A verdura dura de engolir, a amarga verdade sobre os falos creminolentos, é que docinho de rola tem que dividir, do contrário não vê nem gosto. Desconfio seriamente que todo o ressentimento de feministas com homens vem em grande parte daí, da incapacidade de assentar consolo na divisão do creme caviar. Querem um docinho só pra elas, por isso demonizam as beatas que humilde e alegremente repartem o pão no iate do milagroso. O que feministas precisam é de menos egoísmo e mais poesia, lhes falta enxergar o lácteo lúdico das vigas estruturais, o aço que dá alicerce às coisas, o ereto ferro que sustenta a paixão, fonte do elixir da luxúria que inunda o útero e alimenta a alma. São fanatizadas por clitóris, mas onde está o clitóris na arquitetura? Não sabem achar, e se acham não querem tocar. 

Precisam que um homem santo, para tocar essa missa, badale o sininho pra elas. Badala, sininho, badala! Faça logo um barulhinho. Avisa a virgem, a mãe, a tia, a comadre, a prima, a meretriz, a madame, a vovó, e se ainda tiver saúde a bisa: está na hora de acordar. Frida do céu é o momento, com louvor e alegria, de uma com a Deusa adorar! Jingle bell nas alturas, com alarde anuncia, estrelas no firmamento. Salvas estão as aflitas, é jorro de bênçãos à vossa mercê. Expurga então teus pecados, tuas gulas e heresias, pois o perdão vem às penitentes. Não se atreva entrementes, a exibir fingimento. O santo homem é glória, o resto é opressor escória!

Confessa! Foi bom pra você?

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